28 de dez de 2010

Programa de Doctorado en Información y Documentación de la USAL

Se ha aprobado el programa de doctorado en Información y Documentación de la Universidad de Salamanca de acuerdo con las nuevas directrices del Espacio Europeo de Educación Superior (puede consultarse la información pulsando acá) y, aunque las fechas que aparecen en el web sobre la matrícula ya han pasado, se van a admitir las preinscripciones hasta el mes de febrero. En principio, cualquier persona que haya cursado un máster de 60 créditos ECTS podrá acceder directamente a la matrícula y tutorización de la tesis doctoral (o, si se acuerda, deberán matricularse en dos cursos metodológicos que podrán realizar de forma no presencial). Los alumnos extranjeros que estén en posesión de un título de maestría deberán solicitar la homologación de ésta en la Universidad de Salamanca y, si ésta se concede, podrán igualmente matricular la tesis doctoral. Para cualquier información adicional deben ponerse en contacto con Yolanda Martín González, la coordinadora del programa (ymargon@usal.es).

Adaptado de mensaje de José A. Frías recibida por e-mail

17 de dez de 2010

“A contribuição do Projeto Interpares 3" - Palestra de Claudia Lacombe

Por Rosamaria Mello



No dia 09/11/2010, durante a Semana do Arquivista da Universidade de Brasília, Claudia Carvalho Masset Lacombe Rocha (Arquivo Nacional) abordou “A contribuição do Projeto Interpares 3" (International Research on Permanent Authentic Records on Electronic Systems) no tratamento de documentos digitais”.
O projeto Interpares está na sua terceira edição e é liderado por Luciana Duranti, grande autora na área de diplomática e tipologia documental. Em resumo, o projeto é uma contribuição de diversos países com pesquisa e produção acadêmica, em busca de soluções para a nova realidade: como lidar com documentos arquivísticos digitais?
O embrião do projeto foi The preservation of integrity of electronic record, durou de 1994 a 1997, na University of British Columbia (Vancouver – Canadá), dentro de um programa de mestrado em Estudos Arquivísticos, coordenado por Luciana Duranti. Deste projeto surgiram relatórios e artigos que serviram de base para o desenvolvimento das versões posteriores do projeto, que terminou apresentando requisitos de como produzir/manter um arquivo digital, baseando-se em conceitos da diplomática . Já em sua terceira edição, o projeto conta com equipes de diversos países, que realizam estudos de casos na busca do desenvolvimento de soluções seguras e adaptação da arquivística à era digital.
Um dos focos do projeto é apoiar a presunção (segundo Cláudia, nunca haverá 100% de certeza) de autenticidade de documentos digitais. Uma das maneiras é o controle de metadados e evidências (Benchmarcking Requirements) sobre controles procedimentais de produção, utilização e manutenção dos documentos arquivísticos e citou como exemplo, a aplicação da resolução número 24 do Conarq.
Também há uma busca por estabelecer e observar requisitos para apoiar a produção de cópias autênticas de documentos digitais (Baseline Requirements), que permitam condições mínimas para que o preservador possa garantir a autenticidade a longo prazo destas cópias arquivísticas. Aqui inclui também apoiar o desenvolvimento de Políticas, Normas e Estratégias que garatam essa preservação. Alguns exemplos ERA (Programa de Documentos Digitais do Arquivo Nacional dos Estados Unidos), RODA (Programa de Documentos Digitais do Arquivo Nacional de Portugal), AN Digital e e-ARQ Brasil.
Os principais pontos dos quais o projeto se ocupa é focar a autenticidade, garantindo a autenticidade quando o documento é transmitido, diferenciando autentificação e manutenção de autenticidade.

Analisando diplomaticamente um documento deve:
* Ter forma física e conteúdo estável
* Participar/apoiar uma ação
*Ter vínculos explícitos com os demais documentos produzidos pela instituição, dentro ou fora do sistema informatizado (organicidade)
* Possuir pelo menos três pessoas envolvidas na ação (autor, destinatário e redator)
*Ser interpretado por meio de contextos identificáveis: jurídico-administrativo, de proveniência, procedimentos documentais e tecnológicos.
Se os documentos quebram esses requisitos, eles podem não ser considerados arquivísticos. Segundo Luciana Duranti, este é o conceito de “documento potencial” (Cláudia relatou que muitas pessoas tiveram dificuldade de entender esse conceito no começo do projeto). Em resumo, é um documento gerado com intenção de provar uma certa atividade, mas não obedece à primeira/terceira regra acima. Essas duas são obrigatórias para o documento ser considerado arquivístico.

Outros conceitos tratados pela palestrante diz respeito à forma dos documentos. Documentos manifestados são documentos em suporte físico e derivam outros documentos, enquanto documentos armazenados é a forma pela qual são conhecidos aqueles documentos encontrados em forma digital.
Claudia esclareceu que o projeto InterPARES trabalha com bases de dados (dicionário, glossários, ontologias) de terminologias para apoiar a comunicação interdisciplinar entre os pesquisadores, que nem sempre pertencem a arquivologia e áreas afins. Em rápido acesso ao site mostrou o glossário (em inglês) que utilizam e afirmou que um novo está sendo providenciado em português.

Cláudia foi questionada a respeito de ICP e assinatura digital. Afirmou que esta é importante no processo de envio de um documento entre duas instituições, mas como a assinatura tem uma validade, assim que o documento chega ao repositório ela é retirada. Claudia afirma que até agora, a melhor alternativa são os repositórios confiáveis - devidamente certificados. Ressaltou que ainda não existe uma solução definitiva, mas podemos apoiar o desenvolvimento de mais pesquisas para enriquecer a área.
Atualmente existem 8 pesquisas do projeto InterPARES sendo desenvolvidas no Brasil, a maioria em São Paulo. O site está em processo de tradução e em pouco tempo estará em português. Acessem no link abaixo.

Site do Projeto InterPARES

Entrevista com Luciana Duranti sobre o Projeto InterPARES


13 de dez de 2010

Ciclo de Palestras ABARQ


A Associação Brasilenese de Arquivologia promoverá no dia 14 de dezembro de 2010 um evento no qual serão apresentados alguns trabalhos dos profissionais que atuam nos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. O evento será realizado no auditório do CEAM da Universidade de Brasília com apresentações em dois momentos, manhã e tarde.

"Atuações arquivísticas nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário"

Dia 14 de dezembro de 2010 – 9:00 às 18:00 h.

Local:  Auditório do CEAM, da Universidade de Brasília

Promoção: Associação Brasiliense de Arquivologia – Abarq

Apoio
  • FCI/Curso de Arquivologia – UnB
  • Centro de Documentação - UnB
  • Ikhon Tecnologia
Programa
8h30 às 9h00: Inscrição e entrega de material
9h00 às 9h30: Abertura do Evento 
  • Profa. Dra. Elmira Simeão  - Diretora da Faculdade de Ciência da Informação - UnB
  • Profa. Dra. Darcilene Rezende - Coordenadora do curso de Arquivologia - UnB
  • Tania Maria de Moura Pereira - Diretora do Centro de Documentação - UnB
  • Katia Isabelli Melo de Souza - Presidente da Associação Brasiliense de Arquivologia
9h30 às 12h00:  Plenária - Atuações arquivísticas nos Poderes Executivo e Legislativo 
  • Coordenação: Kátia Isabelli Melo de Souza
  • Usabilidade e Design Emocional na Gestão Arquivística de Documentos - Profa. Dra. Ivette Kafure - Curso de Arquivologia – UnB
  • O Centro de Documentação da UnB: resultados e perspectivas - Tania Maria de Moura Pereira
  • Políticas Públicas de arquivo no âmbito do Poder Legislativo Federal: verificação da existência de uma política - Kathyanne Samara Paulino Vasconcelos, Rodrigo Gonçalves Calazans, Thais Guidolini de Lima - Alunos do Curso de Arquivologia UnB
12h00 às 14h00: Almoço

14h00 às 17h30: Plenária -  Atuações Arquivísticas nos Poder Judiciário
  • Coordenação: Vanderlei Batista dos Santos
  • O Papel Estratégico da Gestão Documental - Ana Rosa Sá Barreto -Coordenadora de Gestão Documental - Tribunal Superior do Trabalho
  • Projeto de Revitalização e Modernização dos Arquivos Médicos - Vania Franco / Ministério da Saúde
  • Além do que se vê: uso e “pós-uso” da informação orgânica arquivística - Rodrigo Fortes de Ávila- Aluno de mestrado do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação UnB
  • As atividades do profissional de Arquivologia nas entidades nacionais do sistema indústria frente às tendências no mercado de trabalho na área de tecnologia - Ana Suely / CNI
  • Agenda histórica 2011 - Marcelo Durães e Edenise de Sousa / Arquivo Produções
Faça sua inscrição por emailabarq.arquivologia@gmail.com
  • Estudantes - R$ 10,00
  • Profissionais - R$ 20,00
  • Associados da Abarq - Gratuito

9 de dez de 2010

2º SIMTA


2º Seminário Internacional o Mundo dos Trabalhadores e seus Arquivos – Memória e Resistência

O Seminário visa realizar debates sobre os documentos reunidos pelos arquivos operários, rurais, sindicais e populares, bem como sobre as particularidades que envolvem o tratamento desses acervos, constituindo-se em um fórum privilegiado para a transferência de informações e o incentivo à recuperação e à preservação dos arquivos dos trabalhadores e suas organizações. O evento, já em sua segunda edição, contará com a participação de conferencistas e especialistas nacionais e internacionais que debaterão, a partir de diversas perspectivas disciplinares, temas de interesse no âmbito dos arquivos dos trabalhadores da cidade e do campo. Esses arquivos têm relevância por também preservarem documentos de grande importância para o conhecimento das formas de resistência ao regime militar brasileiro e para o processo de redemocratização e construção da história recente do país.

Público: Profissionais com atuação nos âmbitos dos arquivos e centros de documentação operários, rurais, sindicais e dos movimentos sociais. Dirigentes e militantes sindicais e populares. Profissionais de arquivos públicos e privados que mantêm sob sua guarda acervos de organizações dos trabalhadores da cidade e do campo. Arquivistas, historiadores, documentalistas, bibliotecários e estudantes interessados na temática.

Promoção: Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Arquivo Nacional do Brasil

Comissão Organizadora: Formada por algumas das principais entidades que atuam na organização, pesquisa e preservação de acervos dos trabalhadores rurais e urbanos.
·       Arquivo de Memória Operária do Rio de Janeiro da Universidade Federal do Rio de Janeiro
·       Centro de Documentação e Memória Sindical da CUT
·       Centro de Documentação e Memória da UNESP
·       Memorial da Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul
·       Centro de Referências das Lutas Políticas no Brasil (1964 - 1985) - Memórias Reveladas
·       Núcleo de Documentação dos Movimentos Sociais da Universidade Federal de Pernambuco
·       Núcleo de Pesquisa, Documentação e Referências sobre Movimentos Sociais e Políticas Públicas no Campo da UFRRJ

Local: Arquivo Nacional – Praça da República, 173 - Rio de Janeiro – RJ
Período: 30 e 31 de março e 1º de abril de 2011

Informações: Centro de Documentação e Memória Sindical da CUT
Telefones: (11) 2108-9247 e (11) 2108-9213    -     E-mail: cedoc@cut.org.br

São Paulo/Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2010.


Acesse aqui o material da 1ª edição do evento, em 2008

25 de nov de 2010

Grupo EPARQ - anotações de Anna Szlejcher e José Maria Jardim


Caros coleg@s,

Com muito prazer difundo “O diálogo, "puxado" pelo Jardim, está ficando muito interessante. Concordo com ele em vários pontos..." 
Cynthia Roncaglio

Intercambio de opiniones em grupoeparq com respeito: 
A institucionalização da Arquivologia como campo científico.

Expreso una vez más mi admiración y mi compromiso con la posición científica de mi querido colega y amigo José Maria con respecto a la autonomía de la Archivología y destaco la claridad conceptual con la cual expresa su perspectiva epistemológica. Coincido y celebro la utilización del término ARQUIVOLOGIA (en español ARCHIVOLOGÍA) en lugar de Archivística para denominar a nuestra Ciencia o Disciplina. 

“Sem perda das possibilidades de interlocução outros campos, não creio que o debate científico tenha que se organizar sob o manto epistemológico ou políticoinstitucional da Ciência da Informação, da História ou da Administração. A vocação para “ciência auxiliar” da História ou da Administração, ainda não completamente superada, seria agora substituída por uma Arquivologia auto-colonizada com recursos político-institucionais da Ciência da Informação? “
“Autonomia disciplinar nada tem a ver com insulamento até porque a Arquivologia é, desde o século XIX, marcadamente multidisciplinar e interdisciplinar.”
“..a Arquivologia estará fadada a uma condição periférica e de pouca visibilidade como campo científico, se a formação dos arquivistas não contar com a pós stricto sensu no próprio campo.”
“Supondo que a reversão dessa situação seja um projeto do campo arquivístico brasileiro, qual a pauta que se coloca? No mínimo, mais doutores no campo da Arquivologia. Isso significa mais profissionais pesquisando, difundindo conhecimento arquivístico e ocupando espaço nas estruturas de C & T.“Isso requer um trabalho árduo em termos de pesquisa e publicação, mas também político.”
José Maria Jardim

Um abraço,

Anna Szlejcher

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A continuación texto completo de José María Jardim.

Date: Fri, 19 Nov 2010 11:48:58 -0200
Subject: [grupoeparq] A institucionalização da Arquivologia como campo científico
From: jardimbr@gmail.com

Prezada Rosa e demais colegas,

Vivemos um momento especial para a Arquivologia no Brasil que sugere aos seus docentes e pesquisadores um esforço de institucionalização do campo como espaço científico. Ao meu ver, isso significa um investimento político e científico em mecanismos de institucionalização da Arquivologia mediante mecanismos tais como a Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia, a busca pela pósgraduação strictu sensu na área e uma Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia.

Sem perda das possibilidades de interlocução outros campos, não creio que o debate científico na Arquivologia tenha que se organizar sob o manto epistemológico ou político-institucional da Ciência da Informação, da História ou da Administração. A vocação para “ciência auxiliar” da História ou da Administração, ainda não completamente superada, seria agora substituída por uma Arquivologia autocolonizada com recursos político-institucionais da Ciência da Informação?

Como pesquisador e professor de Arquivologia, ensino, pesquiso e difundo trabalhos na Ciência da Informação, mas não apenas na Ciência da Informação. Tenho mestrado e doutorado em Ciência da Informação porque reconheço diálogos possíveis e ricos entre esse campo e a Arquivologia, mas não pratico ou ensino Arquivologia como campo de aplicação da Ciência da Informação. Entre as ricas possibilidades de interlocução coma a Ciência da Informação e a subordinação da Arquivologia como sub-campo da CI há, no entanto, uma longa distância. Penso que um GT de Arquivologia no Enancib, apesar da importância desse evento, tende a consolidar ainda mais a visão - e talvez o projeto - da Arquivologia como sub-campo da Ciência da Informação. Autonomia disciplinar nada tem a ver com insulamento até porque a Arquivologia é, desde o século XIX, marcadamente multidisciplinar e interdisciplinar.

A esse respeito, retomo algumas considerações que partilhei com colegas no III Congresso Nacional de Arquivologia em 2008. Em anexo, envio a minha comunicação a respeito na I Reunião de Ensino e Pesquisa em Arquivologia, realizada em junho deste ano, na Universidade de Brasília, cujos anais encontram-se em vias de publicação pelos colegas da Unb.

A perspectiva interdisciplinar da Arquivologia- para mim, muito clara - não é plenamente consolidada. Trata-se de uma vertente em construção que acolhe profissionais que dela partilham, tanto quanto é objeto de discordância de outros. Esse, aliás, é um dos embates do campo, expresso em três visões:
  • a visão da Arquivologia com um campo autônomo, com bases consolidadas e, de certa forma, ciência auxiliar da História
  • a visão da Arquivologia como uma disciplina que constitui uma sub-área da CI (uma visão que ganha espaço especialmente no Brasil, sem sequer maior veiculação internacional ou respaldo consistente na produção cientifica) 
  • a visão de Arquivologia com uma disciplina científica em permanente construção, dotada de autonomia, porém exercida (ou potencialmente) exercida em diversos aspectos mediante relações interdisciplinares com a História, a Administração, a Ciência da Informação, a Biblioteconomia, a Museologia, a Sociologia, etc. Essa é hoje a minha perspectiva.
Por que temos discutido tanto as relações interdisciplinares entre Arquivologia e Ciência da Informação no Brasil?
  1. A perspectiva interdisciplinar na produção de conhecimento é uma questão fortemente presente nas agendas de políticas de pesquisa, educação e inovação na contemporaneidade.
  2. A discussão da interdisciplinaridade da Arquivologia ganha proporções nos anos 90, num momento em que efetivamente o saber e o fazer arquivísticos se defrontam com novas possibilidades e desafios que impoem a interlocução com outras áreas. Um exemplo: os princípios da representação da informação, no cerne da C.I., são extremamente interessantes para refletirmos sobre a a descrição arquivística.
  3. Conforme o trabalho que desenvolvi inicialmente com a Profa. Odila Fonseca, posteriormente o livro da Profa. Odila e outros trabalhos da Profa. Georgete Medleg, essas interfaces que envolvem Arquivologia e CI ainda são muito tênues e escassas, nos dois campos.
  4. Por outro lado, cabe lembrar que muitas vezes a interdisciplinaridade é uma retórica sedutora que nem sempre se plasma em processos concretos envolvendo dois ou mais campos do conhecimento. O princípio da interdisciplinaridade é muito convidativo, mas o fazer interdisciplinar é extremamente complexo e sofisticado. No caso da Arquivologia e da CI, parece que falamos mais dessas possibilidades interdisciplinares do que efetivamente as praticamos. Efetivamente, essas relações ainda estão longe de serem “estreitas”.
Há indicadores que sugerem ser este debate muito freqüente no Brasil, especialmente no que se refere à interdisciplinaridade Arquivologia e CI. Nos países com maiores teores de produção de conhecimento em Arquivologia, esse não é um debate muito presente. Isso não legitima e nem desqualifica o debate que se trava aqui, evidentemente. No entanto, sabemos que em nenhum desses países os cientistas da informação, através de suas organizações, reivindicam a Arquivologia como sub-área da CI. E nem tampouco os pesquisadores e profissionais de Arquivologia o fazem em direção à Ciência da Informação. 

Ideias mais freqüentes, presentes no caso brasileiro
  1. A Arquivologia é uma modalidade pragmática ou universo de aplicação de área de conhecimento denominada da "Ciência da Informação".
    Essa perspectiva reduz a Arquivologia a um campo de ampliação da CI, passando ao largo dos elementos teóricos da Arquivologia. Ainda que dispositivos teóricos da CI possam (e devam!) ser aplicados num universo empírico arquivístico, isso não equivale necessariamente a uma relação de subordinação entre Arquivologia e CI. Aliás, a literatura das duas áreas não aponta nessa direção, embora essa retórica tenha bastante espaço.
  2. A Arquivologia, junto com a Biblioteconomia e a Museologia se constituem na base da Ciência da Informação.
    Ao menos em relação à Arquivologia, basta analisar a história da área e também da CI para verificar que essa afirmação é inconsistente.
  3. A discussão da autonomia da Arquivologia é incompatível com o imperativo da sua interdisciplinaridade.
    Autonomia e relações interdisciplinares não são categorias excludentes. Um campo de conhecimento pode manter relações interdisciplinares com diversas outras áreas sem que sua autonomia seja diluída. Autonomia não significa insulamento.
  4. As distinções entre Arquivologia e Biblioteconomia seriam artificiais, expressando a “síntese” de “ Sistemas (tecnológicos) da Informação”.
    Todos os recortes no campo científicos são artificiais. Não são resultados “naturais”, mas derivam de embates, convergências, divergências, interpretações e vários fatores históricos. Ainda assim, o reconhecimento de que as informações que são objeto da Arquivologia não são as mesmas que são objeto da Biblioteconomia e da CI, parecem fazer sentido. Isso não impede-nos de reconhecermos, em vários temas, zonas de convergência e uma agenda comum de interesses de investigação. Operar com essas possibilidades não significa reduzir as especificidades de um ou mais campos do conhecimento.
  5. A Biblioteconomia e a Arquivística mantêm estreitas relações, no Brasil, por serem ofertadas por Departamentos de Ciência da Informação. Claro que o convívio de profissionais desses campos num mesmo recorte institucional como um Departamento de Ensino pode propiciar um ambiente favorável a  relações entre as duas disciplinas, mas isso não é, por si só, um condicionante. O fundamental, porém, são as interlocuções na pesquisa, no ensino, no reconhecimento de singularidades e especificidades nos diálogos entre esses campos. 
  6. Há um número considerável de dissertações e teses produzidas nos programas de pós-graduação em Ciência da Informação, com temáticas voltadas ou pelo menos relacionadas à Arquivística.
    A ausência de um programa de Mestrado e Doutorado em Arquivologia levou, nos últimos 15 anos, a uma procura, por parte dos arquivistas, a programas de pós em CI. Essa demanda, em menor escala, também levou profissionais do campo arquivístico a pós-graduação em História, Administração, Educação, Engenharia de Produção etc. Em nenhum desses casos, essa procura derivou de sinais evidentes de uma perspectiva interdisciplinar na por parte desses programas. No caso da CI, só muito recentemente, ainda timidamente, alguns programas de pósgraduação incluem disciplinas sobre informação arquivística. Até hoje , salvo engano, não exista nenhum programa de pós em CI com uma linha de pesquisa voltada para a Arquivologia. 
Dada a inexistência de programas de pós stricto sensu em Arquivologia, a pesquisa em Arquivologia no Brasil gera estatísticas a favor de outros campos, especialmente a Ciência da Informação, área na qual tem sido produzida as maiores parte das teses e dissertações com temática arquivística. A Arquivologia, caso não se reverta essa tendência, perderá em institucionalização como campo científico. Esse processo reitera uma visão da Arquivologia como área da CI, perspectiva consolidada na tabela de áreas de conhecimento do CNPq. Isso significa atualmente que toda a demanda de apoio às agências públicas para o desenvolvimento científico da Arquivologia que envolva o Estado brasileiro passa necessariamente pela área de Ciência da Informação em cujos comitês a participação de pesquisadores e docentes de Arquivologia inexiste. Claro que esse processo resulta da própria fragilidade da Arquivologia como campo científico no Brasil, algo que começa a se modificar. O arranjo político e institucional que, em agências de apoio à pesquisa e em muitas universidades tende a se consolidar no Brasil, sugere a Arquivologia como subcampo da CI.

Perversamente, quanto mais a Arquivologia cresce academicamente no interior das instâncias institucionais da Ciência da Informação ou outras áreas, mais alimenta a CI e as demais áreas e torna invisível a Arquivologia no quadro das políticas públicas de C&T. Isso não significa evidentemente que, ao ampliarmos a oferta de pós stricto sensu em Arquivologia, nossos alunos sejam desestimulados a procurarem a pósgraduação na CI ou outros campos. A Arquivologia precisa, sim, de Mestres e Doutores em outras áreas porque é um campo interdisciplinar. No entanto, a Arquivologia estará fadada a uma condição periférica e de pouca visibilidade como campo científico, se a formação dos arquivistas não contar com a pós stricto sensu no próprio campo. Da mesma forma, se estimular uma cultura de pesquisa via outras instâncias político-acadêmicas sem criarmos e fortalecermos as nossas.

Supondo que a reversão dessa situação seja um projeto do campo arquivístico brasileiro, qual a pauta que se coloca? No mínimo, mais doutores no campo da Arquivologia. Isso significa mais profissionais pesquisando, difundindo conhecimento arquivístico e ocupando espaço nas estruturas de C & T. Isso requer um trabalho árduo em termos de pesquisa e publicação, mas também político. È mais do que necessário uma Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia, a pós-graduação stricto sensu área e as reuniões anuais de pesquisa. Estamos trabalhando para isso, especialmente após a Reunião de Brasília. Todo esse esforço poderá, inclusive, reforçar diálogos mais profícuos da Arquivologia com outros campos de conhecimento, inclusive a Ciência da Informação.

Um abraço,

José Maria


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Em 18 de novembro de 2010 15:41, Rosa Zuleide Lima da Silva Silva

Prezados colegas

Participo desde 2008 do ENANCIB acho de extrema importância esse reconhecimento e defendo o ENANCIB como um espaço para que as pesquisas em arquivologia sejam apresentadas e divulgadas, uma vez que a maioria dos cursos de graduação de arquivologia estão ligados aos departamentos de ciência da informação e os professores vinculados a pós graduação também em Ciência da Informação.

Penso que deveria ser criado um GT para arquivos. gestão e políticas de informação. Como ainda não conclui meu doutorado, não tenho cacife para propor isso no espaço da ANCIB. No entanto, sei que Isa Freire (atual presidente), é uma pessoa aberta as questões da arquivologia, até porque leciona no nosso curso de graduação e verá isso com bons olhos.

Penso que é um dos caminhos para que a área apareça e seja reconhecida institucionalmente.

Profa. Rosa Zuleide
DCI/UFPB

Reproduzido de anexo enviado por Anna Szlejcher

22 de nov de 2010

Workshop Internacional em Ciência da Informação: interfaces de pesquisa

Auditório da Faculdade de Ciência da Informação da Universidade de Brasília (FCI/UnB),
 de 01 a 03 de dezembro de 2010

A edição 2010 do já tradicional evento anual do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da Universidade de Brasília (PPGCINF) visa discutir as diferentes interfaces da pesquisa em Ciência da Informação. Além dos temas clássicos, de interesse geral, o workshop terá sessões dedicadas ao debate das práticas e fundamentos dos grupos de pesquisa que compõem o PPGCINF integrados com renomados pesquisadores, nacionais e internacionais, no intuito de ampliar a discussão e de promover maior intercâmbio entre diferentes focos e abordagens da Ciência da Informação. O WICI tem como objetivo buscar promover o intercâmbio científico na área da Ciência da Informação, por meio de cooperação internacional, permitindo que professores e alunos da pós-graduação e outros segmentos da sociedade participem de discussões sobre o “estado da arte” dessa área.

Para maiores informações acesse o blog do evento clicando aqui.

21 de nov de 2010

V Encuentro Ibérico EDICIC 2011


El V Encuentro Ibérico EDICIC 2011, promovido por el Grupo Regional Ibérico de EDICIC tendrá lugar en Badajoz (España), durante los días 17, 18 y 19 de noviembre de 2011.

Se admitirán comunicaciones presenciales y/o pósters relacionados con los siguientes bloques temáticos:

-Epistemología de la Ciencia de la Información.
-Perspectivas docentes.
-Perspectivas de investigación.
-Archivos y patrimonio documental.
-Formación y sociedad.

Desde hoy está abierto el plazo para el envío de propuestas e inscripciones.

Más información en: http://www.unex.es/eweb/edicic2011
O por e-mail para José Luis Herrera Morillas (jlhermor@alcazaba.unex.es) del Comité Organizador del V Encuentro Ibérico EDICIC 2011.



Adaptado de e-mail enviado por José Luis Herrera Morillas

19 de nov de 2010

TESTE SELETIVO PÚBLICO PARA CONTRATAÇÃO DE PROFESSOR COLABORADOR



CENTRO DE EDUCAÇÃO, COMUNICAÇÃO E ARTES DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO 
Área/subárea: Ciência da Informação/Arquivologia 

Nº de Vagas: 
01 (uma) 

Regime de Trabalho: 
40 horas semanais 

Requisito mínimo
Graduação em Arquivologia e Especialização em Ciência da Informação ou em áreas afins.

Forma de Seleção: 
Prova Didática (Anexo I) e Análise de Curriculum Vitae (Anexo II).

Banca Examinadora: 
Titulares
   Nelma Camêlo de Araújo,
   Linete Bartalo, 
   Ivone Guerreiro Di Chiara
Suplentes
  Rosane Sueli Álvares Lunardelli, 
  Maria Aparecida Lopes

Inscrição
de 22 a 26/11/2010, das 8h30min às 11h30min

Local
Secretaria do Departamento de Ciência da Informação do Centro de Educação, Comunicação e Artes, (acesse página aqui)

Documentos necessários
cópia do RG, 
CPF, 
requerimento de inscrição 
comprovante de pagamento da taxa de inscrição (disponível no site: www.uel.br/prorh
Curriculum Vitae devidamente comprovado.
* Mais informações serão fornecidas através do telefone: (43) 3371-4348.

Homologação das Inscrições:
29/11/2010

Sorteio do Ponto
30/11/2010 às 8h30min

Prova Didática
01/12/2010 às 8h30min 

Mais informações sobre regime de contratação, documentos para assumir o cargo, tabela salarial etc. podem ser vistas nas página da Pró-reitoria de Recursos Humanos aqui

Adaptado de e-mail recebido por Anna Szlejcher

18 de nov de 2010

Vaga de estágio técnico no CDS/UnB


O Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília está disponibilizando 01(uma) vaga de estágio técnico para pessoas graduadas com até 18 meses de conclusão de curso, o contrato poderá ser prorrogável por até 48 meses.

GRADUADOS

Área de formação: Administração ou área afim (1 vaga) 

Bolsa: R$ 1.000,00 (Mil reais).

Horário: 40 horas semanais.

Atividades: Planejar, Organizar, Controlar e Assessorar o CDS na área acadêmica, de Recursos Humanos, Arquivo, Protocolo, Atendimento, Financeira entre outras.

Os currículos deverão ser encaminhados para o e-mail rogerioalvescds@gmail.comaté o dia 24/11/2010.

Rogério Alves de Souza Almeida
Centro de Desenvolvimento Sustentável - CDS
Universidade de Brasília - UnB
61-3107-6000

* após consulta por e-mail, foi informado que os profissionais de Arquivologia também podem concorrer ao estágio.

17 de nov de 2010

3er Seminario Internacional de la Transparencia a los Archivos: el derecho de acceso a la información.



En los días 1, 2 y 3 de diciembre del presente año, el Tribunal Electoral del Poder Judicial de la Federación, en coordinación con el Instituto Federal de Acceso a la Información Pública y Protección de Datos, el Instituto Federal Electoral, la Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo, y la Asociación Mexicana de Impartidores de Justicia, llevaremos a cabo conjuntamente el “3er Seminario Internacional de la Transparencia a los Archivos: el derecho de acceso a la información”, en el Hotel Radisson Paraíso de la Ciudad de México.

Este evento tiene como finalidad compartir experiencias, mejores prácticas y casos de éxito, nacionales e internacionales, en materia de Documentación, Archivos y Transparencia, como una forma de capacitar, formar y actualizar a los servidores públicos, investigadores, y académicos. Asimismo, difundir y comprender el avance en temas como la democracia, las redes sociales, la protección de datos personales, la gestión de información, los archivos y la tecnología, como elementos claves que desarrollen el cambio ciudadano.

El registro lo podrá realizar a través de la siguiente página de Internet:
http://www.te.gob.mx/documentacion/seminario_transparencia/default.htm en donde además podrá conocer el programa completo.

Al finalizar el evento, recibirá la constancia respectiva, y le informamos que este Seminario también lo podrá seguir a través de este mismo sitio.

PROGRAMACIÓN

Miércoles 1 de diciembre
9:30 – 10:00 
Inauguración
  • TEPJF; IFE; AECID; AMIJ; IFAI
10:00 – 11:30 
Tema 1: Información y Democracia: los Caminos del Ciudadano
  • Mtro. Marco Antonio Baños Martínez, Consejero del IFE (México)
  • Comenta: Mtro. Patricio Vallados Villagómez, Coordinador General de Asesores del TEPJF (México)
12:00 – 13:30

Tema 2: Transparencia Focalizada: Nuevos Retos para las Instituciones

  • Dr. Miguel Julio Rodríguez Villafañe, Presidente de la Asociación Iberoamericana de Derecho de la Información y de la Comunicación (Argentina)
  • Lic. Benjamin Guillermo Hill, Titular de la Unidad de Evaluación de la Subsecretaría de Egresos (México)
  • Dr. Greg Michener, Especialista en Materia de Transparencia (EUA – Brasil)
  • Moderadora: Mtra. Mayra Romero Gaytán, Responsable del Área de Información Pública, Comisión de Transparencia del Estado de Tlaxcala (México)
13:30 – 15:00 
Tema 3: Portales Institucionales: la Arquitectura de Información
  • Mtro. Iñaki Gutiérrez Fernández, Consultor en Internet y Redes Sociales (México)
  • Dr. Juan Voutssás Márquez, Académico e Investigador de la UNAM (México)
17:00 – 18:30 
Tema 4: Localización y Acceso al Conocimiento: Aplicaciones
  • Dr. Jesús Tramullas Saz, Profesor Titular de Documentación Automatizada, del Departamento de Ciencias de la Documentación de la Univ. de Zaragoza, y Coordinador del Grupo InfoDig (España)
  • Dr. Jorge Arturo Cerdio Herrán, Profesor e Investigador del ITAM (México)
  • Moderador: Dr. Víctor Manuel Guerra Ortiz, Director General de Sistemas del TEPJF (México)
18:30 – 20:00 
Tema 5: TIC’s para Fortalecer el Derecho de Acceso a la Información
  • Lic. María Elena Pérez-Jaén Zermeño, Comisionada del Instituto Federal de Acceso a la Información y Protección de Datos Personales (México)
  • Mtro. Chris S. Morris, Abogado Litigante (E.U.A.)
  • Mtro. Eleael Acevedo Velázquez, Catedrático de la Universidad de Morelos (México) 
  • Moderador: Dr. Francisco Javier Acuña Llamas, Director General de Enlace y Transparencia del TEPJF (México)

Jueves 2 de diciembre
9:30 – 11:00 
Tema 6: Redes Sociales vs Protección de Datos Personales
  • Mtra. Magda Cecilia Sandí Sandí, Directora de la Escuela de Bibliotecología y Ciencias de la Información, de la Universidad de Costa Rica (Costa Rica)
  • Dr. Alejandro José Balsells Conde, Vicepresidente del Centro para la Defensa de la Constitución (Guatemala)
  • Dr. Uriel Piña Reyna, Director de la Unidad Técnica de promoción de los Derechos Humanos de los Pueblos y Comunidades Indígenas en la Comisión Nacional de los Derechos Humanos (México)
  • Moderador: Lic. Gustavo Addad Santiago, Director General de Difusión de la Suprema Corte de Justicia de la Nación (México)
11:00 – 12:30 
Tema 7: Protección de Datos Personales: Tres Visiones
  • Dra. Laura Nahabetián Brunet, Asesora Jurídica en la Cámara de Senadores (Uruguay)(por confirmar)
  • Dr. José Roldán Xopa, Profesor de tiempo completo de Derecho Administrativo en el Instituto Tecnológico Autónomo de México (México)
  • Mtra. Hazel Díaz Meléndez, Directora de Calidad de Vida en la Defensoría de los Habitantes (Costa Rica) 
  • Moderador: Lic. Héctor Gustavo Arteaga Bustamante, Asesor de Mando Superior del TEPJF (México)
13:00 – 15:00 
Tema 8: El Valor de los Archivos en el Proceso de Acceso a la Información
  • Dra. María Macarita Elizondo Gasperín, Consejera del Instituto Federal Electoral (México)
  • Dr. Álvaro Arreola Ayala, Investigador Asociado de la UNAM y miembro del Comité Académico y Editorial del TEPJF (México)
  • Lic. Enrique González Tiburcio, Director General de Atención a la Sociedad y Relaciones Institucionales del IFAI (México)
  • Moderador: Lic. Luis Emilio Giménez Cacho García, Coordinador de la Unidad Técnica de Servicios de Información y Documentación del IFE (México)
17:00 – 18:30 
Tema 9: Los retos de la Valoración Documental en los Archivos del Siglo XXI
  • Mtro. Didier Grange, Special Advisor del Consejo Internacional de Archivos (Suiza)
  • Mtra. María Teresa Dorantes Cacique, Presidenta de Archiveros Sin Fronteras Sección México, A.C. (México)
  • Dr. Owsaldo Villaseca Reyes, Presidente de la Asociación Latinoamericana de Archivos (Chile)
  • Lic. Samuel Parra Salazar, Titular del Archivo General del CJF (México)

Viernes 3 de diciembre
9:00 - 10:30 
Tema 10: La Normalización Archivística para Documentos Administrativos y Judiciales
  • Dra. Marisol Mesa León, Directora para la Atención al Sistema Nacional de Archivos de la República de Cuba (Cuba)
  • Mtro. Carlos Alberto Zapata Cárdenas, Profesor Asistente en el Programa de Sistemas de Información, Bibliotecología y Archivística de la Universidad de la Salle y Director del Grupo de Investigación en Pensamiento Archivístico (Colombia)
  • Ing. Eliana González González, Coordinadora Unidad de Gestión de Proyectos Tecnológicos del Archivo Nacional (Chile)
  • Moderador: Mtro. Jorge Hernández Delgadillo, Titular de Archivo Jurisdiccional del TEPJF (México)
10:30 - 12:00 
Tema 11: Acceso a los Archivos Digitales: el Expediente Judicial
  • Dra. Corazón Mira Ros, Profesora de la Universidad de Castilla- La Mancha (España)
  • Comenta: Lic. Marco Antonio Zavala Arredondo, Secretario General de Acuerdos del TEPJF (México)
  • Moderador: Jorge Tlatelpa Meléndez, Coordinador de Información, Documentación y Transparencia del TEPJF (México)
12:00 - 13:00 
Tema 12: El ciudadano y sus instituciones: nuevos retos para la transparencia
  • Magdo. Salvador O. Nava Gomar, Sala Superior del TEPJF (México)
13:00 - 13:30 
Clausura y Entrega de Constancias


Adaptado de e-mail recebido por Anna Szlejcher

12 de nov de 2010

José Maria Jardim lançou novo livro na RADI


José Maria Jardim (acesse aqui seu CV) lançou novo livro, intitulado "Políticas y sistemas de archivos" durante a XII reunião da Red de Archivos Diplomáticos Iberoamericanos, inaugurando a série de publicações Colección Archivum, em Buenos Aires, em 14 de octubre de 2010. 
A RADI busca promover a cooperação entre arquivos diplomáticos, com vistas a aprofundar e impulsionar, com base no conhecimento histórico do vínculos políticos econômicos e culturais, a articulação política entre a comunidade iberoamericana de nações (acesse aqui à RADI).
Na ocasião Anna Szlejcher, professora titular, por concurso, de dedicação exclusiva, da Universidad Nacional de Córdoba, Argentina, proferiu as seguintes palavras:
"Muy buenas tardes y muchas gracias por acompañarnos en esta ocasión de la XII Reunión de la Red de Archivos Diplomáticos Iberoamericanos (RADI) programa de cooperación adscrito a la Secretaría General Iberoamericana (SEGIB) en que la celebramos y compartimos la presentación de la edición del texto Políticas y sistemas de archivos del Dr. José María Jardim, primer volumen de la Colección Archivum. 
Auspicioso hecho cultural posible por la gestión exitosa de la Dra. Mercedes de Vega, en su carácter de Secretaria Ejecutiva de la Unidad Técnica de la RADI. Un texto valioso y necesario para la consolidación y actualización de saberes del campo archivístico de nuestra región; su autor, querido amigo, reconocido y prestigioso docente y especialista quien, con inteligencia y didáctica ha abordado aspectos referidos al análisis de las políticas públicas y considerando a la Ciencia Archivística en un contexto multidisciplinario “…que demanda cada vez más una postura crítica por parte de los archivistas en sus diversas prácticas. (…) y que como disciplina científica (…) requiere de actitudes científicas; que presuponen investigación científica y formación archivística de calidad.” 
El presente texto es fruto de la necesidad que surgió para establecer estrechos lazos de cooperación entre los Archivos Históricos diplomáticos de los ministerios de Relaciones Exteriores entre los países miembros de la Cumbre Iberoamericana y, por lo cual, el proyecto RADI fue aprobado en la VIII Cumbre Iberoamericana realizada en Oporto (1998) con el convencimiento de que el ejercicio de la memoria histórica de las relaciones internacionales de Iberoamérica posibilitará conocer mejor un pasado compartido. 
La RADI es un proyecto de cooperación internacional que busca preservar la memoria, fomentar la investigación y enriquecer la cultura iberoamericana y contribuir a mejorar la gestión de los documentos para garantizar el acceso a la información. El mencionado proyecto estableció como objetivo principal el promover la cooperación en lo referido a la organización, conservación y utilización de los documentos de archivo en el marco de sistemas de archivos de las cancillerías iberoamericanas e implementar programas de gestión de los documentos. Tal como es puesto de manifiesto en el Diagnóstico de la situación actual de los archivos diplomáticos Iberoamericanos elaborado por Mercedes de Vega en su carácter de Coordinadora de la RADI y presentado en el XVI Congreso Internacional de Archivos celebrado en Kuala Lumpur, Malasia (2008) y publicado en el sitio Web de la RADI. 
En la agenda de trabajo definida en la X reunión (ciudad de México, 2008) se destacó, entre otros puntos, el de “propiciar la producción de teorías archivísticas desde y para Iberoamérica, y difundirlas mediante su publicación.” 
La limitación estaba dada por la falta de recursos propios, lo que comienza a superarse, a partir de 2007, en que el Gobierno de México aportó a la RADI recursos extraordinarios provenientes del Fondo Mexicano de Cooperación Internacional para el Desarrollo con Iberoamérica sumado al pago de los aportes financieros de varios de los países miembros. Todo lo cual posibilitó el empezar a concretar proyectos de cooperación. Fruto de uno de ellos es la presente publicación del doctor José Maria Jardim “experto reconocido por sus contribuciones al estudio de las políticas públicas archivísticas” y que estrecha vínculos con el ámbito académico para fortalecer la producción de conocimientos científicos en el campo archivístico. 
“Nadie se da cuenta al tener un libro en las manos, el esfuerzo, el dolor, la vigilia, la sangre que ha costado. El libro es, sin disputa, la obra mayor de la humanidad. (…) Muchas veces un pueblo duerme como el agua de un estanque en un día sin viento, y un libro o unos libros pueden estremecerlo e inquietarle y enseñarle nuevos horizontes de superación y concordia. 
¡Y cuánto esfuerzo ha costado al hombre producir un libro! 
¡Y qué influencia tan grande ejercen, han ejercido y ejercerán en el mundo! 
Y ¡lectores!, ¡muchos lectores! (…) pero cada uno sacará del libro lo que pueda, que siempre le será provechoso y, para algunos, absolutamente salvador.” 
Federico García Lorca
Alocución al pueblo Fuente Vaqueros (1931)
Algo muy valioso es que el presente texto esté impreso en lengua española y, con una cuidada y excelente calidad en la edición bajo la responsabilidad de Mercedes de Vega y Guillermo Ávila Resendiz a cargo de la Coordinación Editorial. 
Mercedes de Vega realiza una excelente presentación de Políticas y sistemas de archivos y enumera los tópicos que aborda el autor en dicha publicación, tal como lo referido a los fundamentos teóricos de las prácticas archivísticas con una mirada multidisciplinaria y el análisis de las políticas públicas, de la ciencia política y de la administración. 
Jardim expresa que el objetivo del presente trabajo es abordar algunos aspectos referentes a las políticas y sistemas archivísticos. Para lo cual manifiesta que es inevitable “Establecer diálogos con las ciencias políticas, la historia, la sociología y la administración (…)” Al respecto afirma el autor que: 
“Este libro es resultado de muchos diálogos. Diálogos en constante construcción entre la docencia, la investigación y la gestión de archivos; entre la archivología y otras ramas del conocimiento; entre percepciones del fenómeno archivístico en el contexto iberoamericano y en otras realidades históricas.” 
Es de destacar que Jardim nos proporciona una bibliografía sumamente extensa y actualizada sobre los temas que presenta en el texto. 
Coincido con lo expresado por Mercedes de Vega cuando afirma:  “Tenemos la certeza de que este volumen será de gran utilidad para enfrentar los retos de los archivos iberoamericanos y para los responsables de los mismos (…)” 
Muchas gracias!!!!

10 de nov de 2010

Call for papers - Conference Technical and Field Related Problems of Traditional and Electronic Archiving, 6th - 8th April 2011 Radenci/Slovenia

This year the conference on “Technical and Field Related Problems of Traditional and Electronic Archiving will be held from April 6th - 8th, 2011 in Radenci/Slovenia and is intended to foster intellectual and professional knowledge. We look forward to a diverse range of responses to given general themes.

The Regional Archives Maribor is inviting archivists and other archival professionals to submit abstracts of papers related to the aspects of Technical and Field Related Problems of Traditional and Electronic Archiving. Submissions that respond to the general themes in any way are welcomed. 

Topics are up-to-date and broad enough, therefore you are kindly invited to cooperate with an article.

We kindly ask you to inform us about your decision not later than Friday, December 3, 2010 at the address: Pokrajinski arhiv Maribor, Glavni trg 7, SI – 2000 Maribor or via e-mail: slavica.tovsak@pokarh-mb.si. When applying, please indicate your full name, title, name of the institution you work in, contact information, the title of the proposed paper and the abstract.

We are looking forward to hearing from you soon.

The Organising and Programme Committee

Click here for further details 

9 de nov de 2010

Lectura en Chile


Anteayer, el período de Chile "El Mercurio" ha publicado una notícia acerca de los hábitos de lectura de los chilenos. Lo que realmente llama la atención es la importancia del bibliotecario en el debate, en esta afirmación se mira que:

"Es mucho más eficaz incentivar la existencia de mediadores que fomenten el vínculo con el libro , como puede serlo un encargado de biblioteca bien preparado y capacitado. También sería útil invertir recursos en fortalecer las bibliotecas y hacer que sus colecciones sean mucho más atractivas".

Incluso con el aumento de la informácion en línea, los resultados de esta encuesta indican que estamos más "alienados". Libros para qué? Legan todo el material en este sítio.



8 de nov de 2010

Arquivística no Laboratório História, teoria e métodos de uma disciplina



Lastreado em entrevistas com pesquisadores da área biomédica, o trabalho reconstitui o cenário em que se desenrolam as atividades representadas nos arquivos, ilustrando o processo de criação, uso corrente, organização, seleção e guarda de documentos. 

Autor: Paulo Roberto Elian dos Santos
Editora: Teatral
Número de páginas: 215
Ano de lançamento: 2010
Pedidos: Associação dos Arquivistas Brasileiros - AAB - aab@aab.org.br

O autor taz uma importante interface com a Ciência da Informação, como pode ser visto, por exemplo aqui.

6 de nov de 2010

Mestrado: Informação, Memória e Tecnologia


O programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Pernambuco oferece 15 vagas para o curso de mestrado em Ciência da Informação, na área de concentração Informação, Memória e Tecnologia, linha de Pesquisa: Memória da Informação Científica e Tecnológica. As inscrições podem ser realizadas até 12 de novembro. É cobrada uma taxa de inscrição de R$ 11.

Os interessados devem procurar a secretaria do Programa de Pós-Graduação, localizada no segundo piso da Biblioteca Central da UFPE, Av. dos Reitores - s/n° - Cidade Universitária CEP:50670-901 -Recife – Pernambuco, no período de 22 de Outubro a 12 de Novembro de 2010, de segunda à sexta-feira, das 08h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00, pessoalmente ou através de procurador, mediante a apresentação de instrumento de mandato; A inscrição poderá tambéms ser realizada por correspondência via SEDEX, desde que postada até a data de encerramento das inscrições e recebida pelo Programa em até 3(três) dias posteriores a mesma data.

Informações complementares
Fones: (81) 2126 7728/7727

5 de nov de 2010

SEMANA DE ARQUIVOLOGIA


08 a 12 de Novembro de 2010
Auditório da Faculdade de Ciência da Informação
Universidade De Brasília - UnB

08          
19H30  
INSTITUCIONALIZAÇÃO DA ARQUIVOLOGIA NO BRASIL: NOTAS PARA UM DEBATE
Paulo Roberto Elian dos Santos
Casa de Oswaldo Cruz
Lançamento do livro: Arquivística no laboratório: história, teoria e métodos de uma disciplina
09           19H30   A CONTRIBUIÇÃO DO PROJETO INTERPARES NO TRATAMENTO DOS DOCUMENTOS DIGITAIS
Claudia Carvalho Masset Lacombe Rocha
Arquivo Nacional
10          
19H30  
NORMAS E SISTEMAS DE DESCRIÇÃO ARQUIVÍSTICA
Vitor Manoel Marques da Fonseca
Universidade Federal Fluminense
11        
 19H30
  APRESENTAÇÃO DE PESQUISAS
Apresentação de pesquisas realizadas e em andamento por professores e aluno do Curso de Arquivologia
12          
19H00  
EXIBIÇÃO DO FILME MEMÓRIA PARA USO DIÁRIO
Exibição do filme seguido de debate com a Prof.ª Georgete Medleg Rodrigues
Universidade de Brasília
Gênero: Documentário; Ano: 2007; Duração: 94 minutos; País: Brasil; Direção: Beth Formaggini
Sinopse: Filme sobre o esquecimento e a construção da memória política: Ivanilda busca evidências que provem que seu marido Itair foi preso pelo governo brasileiro. Membro do Partido Comunista, ele está desaparecido desde 1975. Romildo procura pelo corpo de seu irmão Ramirez, sumido desde 1973 num cemitério do subúrbio do Rio. Leda visita a rua que recebeu o nome de seu filho Marcos, assassinado pela ditadura militar, para que ele nunca fosse esquecido.  Mães choram por seus filhos, recentemente assassinados pela polícia nas favelas e lutam por justiça.Todos eles pertencem ao grupo Tortura Nunca Mais, fundado após a ditadura militar. Esses militantes deram suas vidas pela liberdade e foram marcados como terroristas. Hoje, a violação dos direitos humanos pelo governo perdura, com a tortura e a morte de jovens negros acusados de traficantes. O grupo provê assistência psicológica e jurídica aos militantes e suas famílias e luta pela abertura dos arquivos militares, que podem ser a chave para a localização dos corpos de desaparecidos políticos, revelando ainda a forma como foram mortos. A tortura ainda atinge as famílias que não tiveram a chance de enterrar seus entes queridos.