25 de nov. de 2010

Grupo EPARQ - anotações de Anna Szlejcher e José Maria Jardim


Caros coleg@s,

Com muito prazer difundo “O diálogo, "puxado" pelo Jardim, está ficando muito interessante. Concordo com ele em vários pontos..." 
Cynthia Roncaglio

Intercambio de opiniones em grupoeparq com respeito: 
A institucionalização da Arquivologia como campo científico.

Expreso una vez más mi admiración y mi compromiso con la posición científica de mi querido colega y amigo José Maria con respecto a la autonomía de la Archivología y destaco la claridad conceptual con la cual expresa su perspectiva epistemológica. Coincido y celebro la utilización del término ARQUIVOLOGIA (en español ARCHIVOLOGÍA) en lugar de Archivística para denominar a nuestra Ciencia o Disciplina. 

“Sem perda das possibilidades de interlocução outros campos, não creio que o debate científico tenha que se organizar sob o manto epistemológico ou políticoinstitucional da Ciência da Informação, da História ou da Administração. A vocação para “ciência auxiliar” da História ou da Administração, ainda não completamente superada, seria agora substituída por uma Arquivologia auto-colonizada com recursos político-institucionais da Ciência da Informação? “
“Autonomia disciplinar nada tem a ver com insulamento até porque a Arquivologia é, desde o século XIX, marcadamente multidisciplinar e interdisciplinar.”
“..a Arquivologia estará fadada a uma condição periférica e de pouca visibilidade como campo científico, se a formação dos arquivistas não contar com a pós stricto sensu no próprio campo.”
“Supondo que a reversão dessa situação seja um projeto do campo arquivístico brasileiro, qual a pauta que se coloca? No mínimo, mais doutores no campo da Arquivologia. Isso significa mais profissionais pesquisando, difundindo conhecimento arquivístico e ocupando espaço nas estruturas de C & T.“Isso requer um trabalho árduo em termos de pesquisa e publicação, mas também político.”
José Maria Jardim

Um abraço,

Anna Szlejcher

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A continuación texto completo de José María Jardim.

Date: Fri, 19 Nov 2010 11:48:58 -0200
Subject: [grupoeparq] A institucionalização da Arquivologia como campo científico
From: jardimbr@gmail.com

Prezada Rosa e demais colegas,

Vivemos um momento especial para a Arquivologia no Brasil que sugere aos seus docentes e pesquisadores um esforço de institucionalização do campo como espaço científico. Ao meu ver, isso significa um investimento político e científico em mecanismos de institucionalização da Arquivologia mediante mecanismos tais como a Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia, a busca pela pósgraduação strictu sensu na área e uma Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia.

Sem perda das possibilidades de interlocução outros campos, não creio que o debate científico na Arquivologia tenha que se organizar sob o manto epistemológico ou político-institucional da Ciência da Informação, da História ou da Administração. A vocação para “ciência auxiliar” da História ou da Administração, ainda não completamente superada, seria agora substituída por uma Arquivologia autocolonizada com recursos político-institucionais da Ciência da Informação?

Como pesquisador e professor de Arquivologia, ensino, pesquiso e difundo trabalhos na Ciência da Informação, mas não apenas na Ciência da Informação. Tenho mestrado e doutorado em Ciência da Informação porque reconheço diálogos possíveis e ricos entre esse campo e a Arquivologia, mas não pratico ou ensino Arquivologia como campo de aplicação da Ciência da Informação. Entre as ricas possibilidades de interlocução coma a Ciência da Informação e a subordinação da Arquivologia como sub-campo da CI há, no entanto, uma longa distância. Penso que um GT de Arquivologia no Enancib, apesar da importância desse evento, tende a consolidar ainda mais a visão - e talvez o projeto - da Arquivologia como sub-campo da Ciência da Informação. Autonomia disciplinar nada tem a ver com insulamento até porque a Arquivologia é, desde o século XIX, marcadamente multidisciplinar e interdisciplinar.

A esse respeito, retomo algumas considerações que partilhei com colegas no III Congresso Nacional de Arquivologia em 2008. Em anexo, envio a minha comunicação a respeito na I Reunião de Ensino e Pesquisa em Arquivologia, realizada em junho deste ano, na Universidade de Brasília, cujos anais encontram-se em vias de publicação pelos colegas da Unb.

A perspectiva interdisciplinar da Arquivologia- para mim, muito clara - não é plenamente consolidada. Trata-se de uma vertente em construção que acolhe profissionais que dela partilham, tanto quanto é objeto de discordância de outros. Esse, aliás, é um dos embates do campo, expresso em três visões:
  • a visão da Arquivologia com um campo autônomo, com bases consolidadas e, de certa forma, ciência auxiliar da História
  • a visão da Arquivologia como uma disciplina que constitui uma sub-área da CI (uma visão que ganha espaço especialmente no Brasil, sem sequer maior veiculação internacional ou respaldo consistente na produção cientifica) 
  • a visão de Arquivologia com uma disciplina científica em permanente construção, dotada de autonomia, porém exercida (ou potencialmente) exercida em diversos aspectos mediante relações interdisciplinares com a História, a Administração, a Ciência da Informação, a Biblioteconomia, a Museologia, a Sociologia, etc. Essa é hoje a minha perspectiva.
Por que temos discutido tanto as relações interdisciplinares entre Arquivologia e Ciência da Informação no Brasil?
  1. A perspectiva interdisciplinar na produção de conhecimento é uma questão fortemente presente nas agendas de políticas de pesquisa, educação e inovação na contemporaneidade.
  2. A discussão da interdisciplinaridade da Arquivologia ganha proporções nos anos 90, num momento em que efetivamente o saber e o fazer arquivísticos se defrontam com novas possibilidades e desafios que impoem a interlocução com outras áreas. Um exemplo: os princípios da representação da informação, no cerne da C.I., são extremamente interessantes para refletirmos sobre a a descrição arquivística.
  3. Conforme o trabalho que desenvolvi inicialmente com a Profa. Odila Fonseca, posteriormente o livro da Profa. Odila e outros trabalhos da Profa. Georgete Medleg, essas interfaces que envolvem Arquivologia e CI ainda são muito tênues e escassas, nos dois campos.
  4. Por outro lado, cabe lembrar que muitas vezes a interdisciplinaridade é uma retórica sedutora que nem sempre se plasma em processos concretos envolvendo dois ou mais campos do conhecimento. O princípio da interdisciplinaridade é muito convidativo, mas o fazer interdisciplinar é extremamente complexo e sofisticado. No caso da Arquivologia e da CI, parece que falamos mais dessas possibilidades interdisciplinares do que efetivamente as praticamos. Efetivamente, essas relações ainda estão longe de serem “estreitas”.
Há indicadores que sugerem ser este debate muito freqüente no Brasil, especialmente no que se refere à interdisciplinaridade Arquivologia e CI. Nos países com maiores teores de produção de conhecimento em Arquivologia, esse não é um debate muito presente. Isso não legitima e nem desqualifica o debate que se trava aqui, evidentemente. No entanto, sabemos que em nenhum desses países os cientistas da informação, através de suas organizações, reivindicam a Arquivologia como sub-área da CI. E nem tampouco os pesquisadores e profissionais de Arquivologia o fazem em direção à Ciência da Informação. 

Ideias mais freqüentes, presentes no caso brasileiro
  1. A Arquivologia é uma modalidade pragmática ou universo de aplicação de área de conhecimento denominada da "Ciência da Informação".
    Essa perspectiva reduz a Arquivologia a um campo de ampliação da CI, passando ao largo dos elementos teóricos da Arquivologia. Ainda que dispositivos teóricos da CI possam (e devam!) ser aplicados num universo empírico arquivístico, isso não equivale necessariamente a uma relação de subordinação entre Arquivologia e CI. Aliás, a literatura das duas áreas não aponta nessa direção, embora essa retórica tenha bastante espaço.
  2. A Arquivologia, junto com a Biblioteconomia e a Museologia se constituem na base da Ciência da Informação.
    Ao menos em relação à Arquivologia, basta analisar a história da área e também da CI para verificar que essa afirmação é inconsistente.
  3. A discussão da autonomia da Arquivologia é incompatível com o imperativo da sua interdisciplinaridade.
    Autonomia e relações interdisciplinares não são categorias excludentes. Um campo de conhecimento pode manter relações interdisciplinares com diversas outras áreas sem que sua autonomia seja diluída. Autonomia não significa insulamento.
  4. As distinções entre Arquivologia e Biblioteconomia seriam artificiais, expressando a “síntese” de “ Sistemas (tecnológicos) da Informação”.
    Todos os recortes no campo científicos são artificiais. Não são resultados “naturais”, mas derivam de embates, convergências, divergências, interpretações e vários fatores históricos. Ainda assim, o reconhecimento de que as informações que são objeto da Arquivologia não são as mesmas que são objeto da Biblioteconomia e da CI, parecem fazer sentido. Isso não impede-nos de reconhecermos, em vários temas, zonas de convergência e uma agenda comum de interesses de investigação. Operar com essas possibilidades não significa reduzir as especificidades de um ou mais campos do conhecimento.
  5. A Biblioteconomia e a Arquivística mantêm estreitas relações, no Brasil, por serem ofertadas por Departamentos de Ciência da Informação. Claro que o convívio de profissionais desses campos num mesmo recorte institucional como um Departamento de Ensino pode propiciar um ambiente favorável a  relações entre as duas disciplinas, mas isso não é, por si só, um condicionante. O fundamental, porém, são as interlocuções na pesquisa, no ensino, no reconhecimento de singularidades e especificidades nos diálogos entre esses campos. 
  6. Há um número considerável de dissertações e teses produzidas nos programas de pós-graduação em Ciência da Informação, com temáticas voltadas ou pelo menos relacionadas à Arquivística.
    A ausência de um programa de Mestrado e Doutorado em Arquivologia levou, nos últimos 15 anos, a uma procura, por parte dos arquivistas, a programas de pós em CI. Essa demanda, em menor escala, também levou profissionais do campo arquivístico a pós-graduação em História, Administração, Educação, Engenharia de Produção etc. Em nenhum desses casos, essa procura derivou de sinais evidentes de uma perspectiva interdisciplinar na por parte desses programas. No caso da CI, só muito recentemente, ainda timidamente, alguns programas de pósgraduação incluem disciplinas sobre informação arquivística. Até hoje , salvo engano, não exista nenhum programa de pós em CI com uma linha de pesquisa voltada para a Arquivologia. 
Dada a inexistência de programas de pós stricto sensu em Arquivologia, a pesquisa em Arquivologia no Brasil gera estatísticas a favor de outros campos, especialmente a Ciência da Informação, área na qual tem sido produzida as maiores parte das teses e dissertações com temática arquivística. A Arquivologia, caso não se reverta essa tendência, perderá em institucionalização como campo científico. Esse processo reitera uma visão da Arquivologia como área da CI, perspectiva consolidada na tabela de áreas de conhecimento do CNPq. Isso significa atualmente que toda a demanda de apoio às agências públicas para o desenvolvimento científico da Arquivologia que envolva o Estado brasileiro passa necessariamente pela área de Ciência da Informação em cujos comitês a participação de pesquisadores e docentes de Arquivologia inexiste. Claro que esse processo resulta da própria fragilidade da Arquivologia como campo científico no Brasil, algo que começa a se modificar. O arranjo político e institucional que, em agências de apoio à pesquisa e em muitas universidades tende a se consolidar no Brasil, sugere a Arquivologia como subcampo da CI.

Perversamente, quanto mais a Arquivologia cresce academicamente no interior das instâncias institucionais da Ciência da Informação ou outras áreas, mais alimenta a CI e as demais áreas e torna invisível a Arquivologia no quadro das políticas públicas de C&T. Isso não significa evidentemente que, ao ampliarmos a oferta de pós stricto sensu em Arquivologia, nossos alunos sejam desestimulados a procurarem a pósgraduação na CI ou outros campos. A Arquivologia precisa, sim, de Mestres e Doutores em outras áreas porque é um campo interdisciplinar. No entanto, a Arquivologia estará fadada a uma condição periférica e de pouca visibilidade como campo científico, se a formação dos arquivistas não contar com a pós stricto sensu no próprio campo. Da mesma forma, se estimular uma cultura de pesquisa via outras instâncias político-acadêmicas sem criarmos e fortalecermos as nossas.

Supondo que a reversão dessa situação seja um projeto do campo arquivístico brasileiro, qual a pauta que se coloca? No mínimo, mais doutores no campo da Arquivologia. Isso significa mais profissionais pesquisando, difundindo conhecimento arquivístico e ocupando espaço nas estruturas de C & T. Isso requer um trabalho árduo em termos de pesquisa e publicação, mas também político. È mais do que necessário uma Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia, a pós-graduação stricto sensu área e as reuniões anuais de pesquisa. Estamos trabalhando para isso, especialmente após a Reunião de Brasília. Todo esse esforço poderá, inclusive, reforçar diálogos mais profícuos da Arquivologia com outros campos de conhecimento, inclusive a Ciência da Informação.

Um abraço,

José Maria


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Em 18 de novembro de 2010 15:41, Rosa Zuleide Lima da Silva Silva

Prezados colegas

Participo desde 2008 do ENANCIB acho de extrema importância esse reconhecimento e defendo o ENANCIB como um espaço para que as pesquisas em arquivologia sejam apresentadas e divulgadas, uma vez que a maioria dos cursos de graduação de arquivologia estão ligados aos departamentos de ciência da informação e os professores vinculados a pós graduação também em Ciência da Informação.

Penso que deveria ser criado um GT para arquivos. gestão e políticas de informação. Como ainda não conclui meu doutorado, não tenho cacife para propor isso no espaço da ANCIB. No entanto, sei que Isa Freire (atual presidente), é uma pessoa aberta as questões da arquivologia, até porque leciona no nosso curso de graduação e verá isso com bons olhos.

Penso que é um dos caminhos para que a área apareça e seja reconhecida institucionalmente.

Profa. Rosa Zuleide
DCI/UFPB

Reproduzido de anexo enviado por Anna Szlejcher

22 de nov. de 2010

Workshop Internacional em Ciência da Informação: interfaces de pesquisa

Auditório da Faculdade de Ciência da Informação da Universidade de Brasília (FCI/UnB),
 de 01 a 03 de dezembro de 2010

A edição 2010 do já tradicional evento anual do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da Universidade de Brasília (PPGCINF) visa discutir as diferentes interfaces da pesquisa em Ciência da Informação. Além dos temas clássicos, de interesse geral, o workshop terá sessões dedicadas ao debate das práticas e fundamentos dos grupos de pesquisa que compõem o PPGCINF integrados com renomados pesquisadores, nacionais e internacionais, no intuito de ampliar a discussão e de promover maior intercâmbio entre diferentes focos e abordagens da Ciência da Informação. O WICI tem como objetivo buscar promover o intercâmbio científico na área da Ciência da Informação, por meio de cooperação internacional, permitindo que professores e alunos da pós-graduação e outros segmentos da sociedade participem de discussões sobre o “estado da arte” dessa área.

Para maiores informações acesse o blog do evento clicando aqui.

21 de nov. de 2010

V Encuentro Ibérico EDICIC 2011


El V Encuentro Ibérico EDICIC 2011, promovido por el Grupo Regional Ibérico de EDICIC tendrá lugar en Badajoz (España), durante los días 17, 18 y 19 de noviembre de 2011.

Se admitirán comunicaciones presenciales y/o pósters relacionados con los siguientes bloques temáticos:

-Epistemología de la Ciencia de la Información.
-Perspectivas docentes.
-Perspectivas de investigación.
-Archivos y patrimonio documental.
-Formación y sociedad.

Desde hoy está abierto el plazo para el envío de propuestas e inscripciones.

Más información en: http://www.unex.es/eweb/edicic2011
O por e-mail para José Luis Herrera Morillas (jlhermor@alcazaba.unex.es) del Comité Organizador del V Encuentro Ibérico EDICIC 2011.



Adaptado de e-mail enviado por José Luis Herrera Morillas

19 de nov. de 2010

TESTE SELETIVO PÚBLICO PARA CONTRATAÇÃO DE PROFESSOR COLABORADOR



CENTRO DE EDUCAÇÃO, COMUNICAÇÃO E ARTES DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO 
Área/subárea: Ciência da Informação/Arquivologia 

Nº de Vagas: 
01 (uma) 

Regime de Trabalho: 
40 horas semanais 

Requisito mínimo
Graduação em Arquivologia e Especialização em Ciência da Informação ou em áreas afins.

Forma de Seleção: 
Prova Didática (Anexo I) e Análise de Curriculum Vitae (Anexo II).

Banca Examinadora: 
Titulares
   Nelma Camêlo de Araújo,
   Linete Bartalo, 
   Ivone Guerreiro Di Chiara
Suplentes
  Rosane Sueli Álvares Lunardelli, 
  Maria Aparecida Lopes

Inscrição
de 22 a 26/11/2010, das 8h30min às 11h30min

Local
Secretaria do Departamento de Ciência da Informação do Centro de Educação, Comunicação e Artes, (acesse página aqui)

Documentos necessários
cópia do RG, 
CPF, 
requerimento de inscrição 
comprovante de pagamento da taxa de inscrição (disponível no site: www.uel.br/prorh
Curriculum Vitae devidamente comprovado.
* Mais informações serão fornecidas através do telefone: (43) 3371-4348.

Homologação das Inscrições:
29/11/2010

Sorteio do Ponto
30/11/2010 às 8h30min

Prova Didática
01/12/2010 às 8h30min 

Mais informações sobre regime de contratação, documentos para assumir o cargo, tabela salarial etc. podem ser vistas nas página da Pró-reitoria de Recursos Humanos aqui

Adaptado de e-mail recebido por Anna Szlejcher

18 de nov. de 2010

Vaga de estágio técnico no CDS/UnB


O Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília está disponibilizando 01(uma) vaga de estágio técnico para pessoas graduadas com até 18 meses de conclusão de curso, o contrato poderá ser prorrogável por até 48 meses.

GRADUADOS

Área de formação: Administração ou área afim (1 vaga) 

Bolsa: R$ 1.000,00 (Mil reais).

Horário: 40 horas semanais.

Atividades: Planejar, Organizar, Controlar e Assessorar o CDS na área acadêmica, de Recursos Humanos, Arquivo, Protocolo, Atendimento, Financeira entre outras.

Os currículos deverão ser encaminhados para o e-mail rogerioalvescds@gmail.comaté o dia 24/11/2010.

Rogério Alves de Souza Almeida
Centro de Desenvolvimento Sustentável - CDS
Universidade de Brasília - UnB
61-3107-6000

* após consulta por e-mail, foi informado que os profissionais de Arquivologia também podem concorrer ao estágio.

17 de nov. de 2010

3er Seminario Internacional de la Transparencia a los Archivos: el derecho de acceso a la información.



En los días 1, 2 y 3 de diciembre del presente año, el Tribunal Electoral del Poder Judicial de la Federación, en coordinación con el Instituto Federal de Acceso a la Información Pública y Protección de Datos, el Instituto Federal Electoral, la Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo, y la Asociación Mexicana de Impartidores de Justicia, llevaremos a cabo conjuntamente el “3er Seminario Internacional de la Transparencia a los Archivos: el derecho de acceso a la información”, en el Hotel Radisson Paraíso de la Ciudad de México.

Este evento tiene como finalidad compartir experiencias, mejores prácticas y casos de éxito, nacionales e internacionales, en materia de Documentación, Archivos y Transparencia, como una forma de capacitar, formar y actualizar a los servidores públicos, investigadores, y académicos. Asimismo, difundir y comprender el avance en temas como la democracia, las redes sociales, la protección de datos personales, la gestión de información, los archivos y la tecnología, como elementos claves que desarrollen el cambio ciudadano.

El registro lo podrá realizar a través de la siguiente página de Internet:
http://www.te.gob.mx/documentacion/seminario_transparencia/default.htm en donde además podrá conocer el programa completo.

Al finalizar el evento, recibirá la constancia respectiva, y le informamos que este Seminario también lo podrá seguir a través de este mismo sitio.

PROGRAMACIÓN

Miércoles 1 de diciembre
9:30 – 10:00 
Inauguración
  • TEPJF; IFE; AECID; AMIJ; IFAI
10:00 – 11:30 
Tema 1: Información y Democracia: los Caminos del Ciudadano
  • Mtro. Marco Antonio Baños Martínez, Consejero del IFE (México)
  • Comenta: Mtro. Patricio Vallados Villagómez, Coordinador General de Asesores del TEPJF (México)
12:00 – 13:30

Tema 2: Transparencia Focalizada: Nuevos Retos para las Instituciones

  • Dr. Miguel Julio Rodríguez Villafañe, Presidente de la Asociación Iberoamericana de Derecho de la Información y de la Comunicación (Argentina)
  • Lic. Benjamin Guillermo Hill, Titular de la Unidad de Evaluación de la Subsecretaría de Egresos (México)
  • Dr. Greg Michener, Especialista en Materia de Transparencia (EUA – Brasil)
  • Moderadora: Mtra. Mayra Romero Gaytán, Responsable del Área de Información Pública, Comisión de Transparencia del Estado de Tlaxcala (México)
13:30 – 15:00 
Tema 3: Portales Institucionales: la Arquitectura de Información
  • Mtro. Iñaki Gutiérrez Fernández, Consultor en Internet y Redes Sociales (México)
  • Dr. Juan Voutssás Márquez, Académico e Investigador de la UNAM (México)
17:00 – 18:30 
Tema 4: Localización y Acceso al Conocimiento: Aplicaciones
  • Dr. Jesús Tramullas Saz, Profesor Titular de Documentación Automatizada, del Departamento de Ciencias de la Documentación de la Univ. de Zaragoza, y Coordinador del Grupo InfoDig (España)
  • Dr. Jorge Arturo Cerdio Herrán, Profesor e Investigador del ITAM (México)
  • Moderador: Dr. Víctor Manuel Guerra Ortiz, Director General de Sistemas del TEPJF (México)
18:30 – 20:00 
Tema 5: TIC’s para Fortalecer el Derecho de Acceso a la Información
  • Lic. María Elena Pérez-Jaén Zermeño, Comisionada del Instituto Federal de Acceso a la Información y Protección de Datos Personales (México)
  • Mtro. Chris S. Morris, Abogado Litigante (E.U.A.)
  • Mtro. Eleael Acevedo Velázquez, Catedrático de la Universidad de Morelos (México) 
  • Moderador: Dr. Francisco Javier Acuña Llamas, Director General de Enlace y Transparencia del TEPJF (México)

Jueves 2 de diciembre
9:30 – 11:00 
Tema 6: Redes Sociales vs Protección de Datos Personales
  • Mtra. Magda Cecilia Sandí Sandí, Directora de la Escuela de Bibliotecología y Ciencias de la Información, de la Universidad de Costa Rica (Costa Rica)
  • Dr. Alejandro José Balsells Conde, Vicepresidente del Centro para la Defensa de la Constitución (Guatemala)
  • Dr. Uriel Piña Reyna, Director de la Unidad Técnica de promoción de los Derechos Humanos de los Pueblos y Comunidades Indígenas en la Comisión Nacional de los Derechos Humanos (México)
  • Moderador: Lic. Gustavo Addad Santiago, Director General de Difusión de la Suprema Corte de Justicia de la Nación (México)
11:00 – 12:30 
Tema 7: Protección de Datos Personales: Tres Visiones
  • Dra. Laura Nahabetián Brunet, Asesora Jurídica en la Cámara de Senadores (Uruguay)(por confirmar)
  • Dr. José Roldán Xopa, Profesor de tiempo completo de Derecho Administrativo en el Instituto Tecnológico Autónomo de México (México)
  • Mtra. Hazel Díaz Meléndez, Directora de Calidad de Vida en la Defensoría de los Habitantes (Costa Rica) 
  • Moderador: Lic. Héctor Gustavo Arteaga Bustamante, Asesor de Mando Superior del TEPJF (México)
13:00 – 15:00 
Tema 8: El Valor de los Archivos en el Proceso de Acceso a la Información
  • Dra. María Macarita Elizondo Gasperín, Consejera del Instituto Federal Electoral (México)
  • Dr. Álvaro Arreola Ayala, Investigador Asociado de la UNAM y miembro del Comité Académico y Editorial del TEPJF (México)
  • Lic. Enrique González Tiburcio, Director General de Atención a la Sociedad y Relaciones Institucionales del IFAI (México)
  • Moderador: Lic. Luis Emilio Giménez Cacho García, Coordinador de la Unidad Técnica de Servicios de Información y Documentación del IFE (México)
17:00 – 18:30 
Tema 9: Los retos de la Valoración Documental en los Archivos del Siglo XXI
  • Mtro. Didier Grange, Special Advisor del Consejo Internacional de Archivos (Suiza)
  • Mtra. María Teresa Dorantes Cacique, Presidenta de Archiveros Sin Fronteras Sección México, A.C. (México)
  • Dr. Owsaldo Villaseca Reyes, Presidente de la Asociación Latinoamericana de Archivos (Chile)
  • Lic. Samuel Parra Salazar, Titular del Archivo General del CJF (México)

Viernes 3 de diciembre
9:00 - 10:30 
Tema 10: La Normalización Archivística para Documentos Administrativos y Judiciales
  • Dra. Marisol Mesa León, Directora para la Atención al Sistema Nacional de Archivos de la República de Cuba (Cuba)
  • Mtro. Carlos Alberto Zapata Cárdenas, Profesor Asistente en el Programa de Sistemas de Información, Bibliotecología y Archivística de la Universidad de la Salle y Director del Grupo de Investigación en Pensamiento Archivístico (Colombia)
  • Ing. Eliana González González, Coordinadora Unidad de Gestión de Proyectos Tecnológicos del Archivo Nacional (Chile)
  • Moderador: Mtro. Jorge Hernández Delgadillo, Titular de Archivo Jurisdiccional del TEPJF (México)
10:30 - 12:00 
Tema 11: Acceso a los Archivos Digitales: el Expediente Judicial
  • Dra. Corazón Mira Ros, Profesora de la Universidad de Castilla- La Mancha (España)
  • Comenta: Lic. Marco Antonio Zavala Arredondo, Secretario General de Acuerdos del TEPJF (México)
  • Moderador: Jorge Tlatelpa Meléndez, Coordinador de Información, Documentación y Transparencia del TEPJF (México)
12:00 - 13:00 
Tema 12: El ciudadano y sus instituciones: nuevos retos para la transparencia
  • Magdo. Salvador O. Nava Gomar, Sala Superior del TEPJF (México)
13:00 - 13:30 
Clausura y Entrega de Constancias


Adaptado de e-mail recebido por Anna Szlejcher

12 de nov. de 2010

José Maria Jardim lançou novo livro na RADI


José Maria Jardim (acesse aqui seu CV) lançou novo livro, intitulado "Políticas y sistemas de archivos" durante a XII reunião da Red de Archivos Diplomáticos Iberoamericanos, inaugurando a série de publicações Colección Archivum, em Buenos Aires, em 14 de octubre de 2010. 
A RADI busca promover a cooperação entre arquivos diplomáticos, com vistas a aprofundar e impulsionar, com base no conhecimento histórico do vínculos políticos econômicos e culturais, a articulação política entre a comunidade iberoamericana de nações (acesse aqui à RADI).
Na ocasião Anna Szlejcher, professora titular, por concurso, de dedicação exclusiva, da Universidad Nacional de Córdoba, Argentina, proferiu as seguintes palavras:
"Muy buenas tardes y muchas gracias por acompañarnos en esta ocasión de la XII Reunión de la Red de Archivos Diplomáticos Iberoamericanos (RADI) programa de cooperación adscrito a la Secretaría General Iberoamericana (SEGIB) en que la celebramos y compartimos la presentación de la edición del texto Políticas y sistemas de archivos del Dr. José María Jardim, primer volumen de la Colección Archivum. 
Auspicioso hecho cultural posible por la gestión exitosa de la Dra. Mercedes de Vega, en su carácter de Secretaria Ejecutiva de la Unidad Técnica de la RADI. Un texto valioso y necesario para la consolidación y actualización de saberes del campo archivístico de nuestra región; su autor, querido amigo, reconocido y prestigioso docente y especialista quien, con inteligencia y didáctica ha abordado aspectos referidos al análisis de las políticas públicas y considerando a la Ciencia Archivística en un contexto multidisciplinario “…que demanda cada vez más una postura crítica por parte de los archivistas en sus diversas prácticas. (…) y que como disciplina científica (…) requiere de actitudes científicas; que presuponen investigación científica y formación archivística de calidad.” 
El presente texto es fruto de la necesidad que surgió para establecer estrechos lazos de cooperación entre los Archivos Históricos diplomáticos de los ministerios de Relaciones Exteriores entre los países miembros de la Cumbre Iberoamericana y, por lo cual, el proyecto RADI fue aprobado en la VIII Cumbre Iberoamericana realizada en Oporto (1998) con el convencimiento de que el ejercicio de la memoria histórica de las relaciones internacionales de Iberoamérica posibilitará conocer mejor un pasado compartido. 
La RADI es un proyecto de cooperación internacional que busca preservar la memoria, fomentar la investigación y enriquecer la cultura iberoamericana y contribuir a mejorar la gestión de los documentos para garantizar el acceso a la información. El mencionado proyecto estableció como objetivo principal el promover la cooperación en lo referido a la organización, conservación y utilización de los documentos de archivo en el marco de sistemas de archivos de las cancillerías iberoamericanas e implementar programas de gestión de los documentos. Tal como es puesto de manifiesto en el Diagnóstico de la situación actual de los archivos diplomáticos Iberoamericanos elaborado por Mercedes de Vega en su carácter de Coordinadora de la RADI y presentado en el XVI Congreso Internacional de Archivos celebrado en Kuala Lumpur, Malasia (2008) y publicado en el sitio Web de la RADI. 
En la agenda de trabajo definida en la X reunión (ciudad de México, 2008) se destacó, entre otros puntos, el de “propiciar la producción de teorías archivísticas desde y para Iberoamérica, y difundirlas mediante su publicación.” 
La limitación estaba dada por la falta de recursos propios, lo que comienza a superarse, a partir de 2007, en que el Gobierno de México aportó a la RADI recursos extraordinarios provenientes del Fondo Mexicano de Cooperación Internacional para el Desarrollo con Iberoamérica sumado al pago de los aportes financieros de varios de los países miembros. Todo lo cual posibilitó el empezar a concretar proyectos de cooperación. Fruto de uno de ellos es la presente publicación del doctor José Maria Jardim “experto reconocido por sus contribuciones al estudio de las políticas públicas archivísticas” y que estrecha vínculos con el ámbito académico para fortalecer la producción de conocimientos científicos en el campo archivístico. 
“Nadie se da cuenta al tener un libro en las manos, el esfuerzo, el dolor, la vigilia, la sangre que ha costado. El libro es, sin disputa, la obra mayor de la humanidad. (…) Muchas veces un pueblo duerme como el agua de un estanque en un día sin viento, y un libro o unos libros pueden estremecerlo e inquietarle y enseñarle nuevos horizontes de superación y concordia. 
¡Y cuánto esfuerzo ha costado al hombre producir un libro! 
¡Y qué influencia tan grande ejercen, han ejercido y ejercerán en el mundo! 
Y ¡lectores!, ¡muchos lectores! (…) pero cada uno sacará del libro lo que pueda, que siempre le será provechoso y, para algunos, absolutamente salvador.” 
Federico García Lorca
Alocución al pueblo Fuente Vaqueros (1931)
Algo muy valioso es que el presente texto esté impreso en lengua española y, con una cuidada y excelente calidad en la edición bajo la responsabilidad de Mercedes de Vega y Guillermo Ávila Resendiz a cargo de la Coordinación Editorial. 
Mercedes de Vega realiza una excelente presentación de Políticas y sistemas de archivos y enumera los tópicos que aborda el autor en dicha publicación, tal como lo referido a los fundamentos teóricos de las prácticas archivísticas con una mirada multidisciplinaria y el análisis de las políticas públicas, de la ciencia política y de la administración. 
Jardim expresa que el objetivo del presente trabajo es abordar algunos aspectos referentes a las políticas y sistemas archivísticos. Para lo cual manifiesta que es inevitable “Establecer diálogos con las ciencias políticas, la historia, la sociología y la administración (…)” Al respecto afirma el autor que: 
“Este libro es resultado de muchos diálogos. Diálogos en constante construcción entre la docencia, la investigación y la gestión de archivos; entre la archivología y otras ramas del conocimiento; entre percepciones del fenómeno archivístico en el contexto iberoamericano y en otras realidades históricas.” 
Es de destacar que Jardim nos proporciona una bibliografía sumamente extensa y actualizada sobre los temas que presenta en el texto. 
Coincido con lo expresado por Mercedes de Vega cuando afirma:  “Tenemos la certeza de que este volumen será de gran utilidad para enfrentar los retos de los archivos iberoamericanos y para los responsables de los mismos (…)” 
Muchas gracias!!!!