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12 de abr. de 2013

III Reparq tem prazos prorrogados

III Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia:
perfil, evolução e perspectivas do ensino e da pesquisa em Arquivologia no Brasil

A Profa. Aurora Leonor Freixo, membro da comissão organizadora da III Reparq informa que o prazo para submissão de trabalhos foi prorrogado até 30 de abril de 2013.

Apresentação
A institucionalização da Arquivologia, como campo científico, no Brasil, encontra-se em processo de consolidação, em decorrência das conquistas em âmbito nacional e, também, pela própria afirmação da área, na esfera internacional. Entre os anos de 1977 e 2012, o ensino universitário da Arquivologia, na graduação, vem se expandido e conquistando identidade própria. Totalizam, no momento, 17 cursos de graduação, todos ministrados por universidades públicas federais e estaduais, distribuídos nas 5 regiões político-administrativas do Brasil. A ausência de Mestrado e Doutorado em Arquivologia no país, motivou uma demanda dos profissionais da área junto a programas de pós-graduação em Ciência da Informação, História, Administração, Educação e Engenharia de Produção. O ano de 2012 se apresenta como marco significativo na história da Arquivologia brasileira, quanto à pós-graduação, por meio da criação do primeiro curso de Mestrado Profissional em Gestão de Documentos e Arquivos. A produção e a difusão da literatura arquivística brasileira se concentra, em grande escala, nas regiões Sudeste (92%), Centro-Oeste (5%) e Sul (3%). As regiões Norte e Nordeste contam com uma produção limitada. Acompanhar a evolução dessa trajetória é fundamental para possibilitar uma demarcação da área, sobretudo, para subsidiar a construção de uma consciência coletiva da comunidade arquivística representada por discentes, docentes e pesquisadores. Por outro lado, mostram-se oportunas as reflexões sobre os caminhos futuros da Arquivologia no país, sob as perspectivas do Plano Nacional de Educação (2011-2020), do Plano Nacional de Pós-Graduação (2011-2020) e do incremento de políticas públicas de fomento à pesquisa e à inovação.

Prazos 

  • Submissão de trabalhos: 07/01/2013 a 30/04/2013
  • Envio dos pareceres aos autores: até 31/05/2013
  • Envio, pelos autores, da versão final do trabalho, em caso de ajustes solicitados pelos avaliadores: até 15/06/2013
  • Divulgação da programação final: até 30/06/2013


Inscrição 

  • A inscrição na III Reparq é gratuita;
  • Todos os participantes deverão preencher o formulário de inscrição no evento, inclusive aqueles que irão apresentar trabalhos.

Submissão de trabalhos
  • A III Reparq receberá trabalhos para comunicação oral.
  • A cada participante é permitida a inscrição de até dois trabalhos.
  • Será emitido certificado de trabalho aceito e apresentado para cada autor, desde que inscrito na III Reparq. No certificado constarão os nomes de todos os responsáveis pela elaboração do trabalho.
  • Só serão aceitos trabalhos não publicados e resultantes de pesquisas já concluídas ou em estágio avançado de desenvolvimento, em que o autor seja, no mínimo, mestrando regularmente matriculado e que já tenha cumprido as disciplinas do 1º período do Curso.
  • No caso de trabalhos submetidos por mestrandos nas condições estipuladas acima, o autor deverá enviar declaração do Programa, comprovando o cumprimento das disciplinas do 1º período do Curso, para o email , a fim de validar a submissão.
  • No ato de submissão do trabalho pelo menos um dos autores deve estar inscrito no evento.
  • Todas as submissões devem ser feitas através no sítio do evento, guia "inscrições" ou  aqui.
  • O prazo para submissão dos trabalhos é de 15/01/2013 a 30/04/2013.
  • No caso de ajustes recomendados pelos avaliadores, o novo texto deverá ser resubmetido nas mesmas condições anteriores, através do no sítio do evento.
  • Os trabalhos devem ser submetidos em forma de texto completo, seguindo as normas estabelecidas;
  • O não cumprimento dessas normas significa automaticamente a desconsideração do trabalho.
  • As informações referentes aos trabalhos aprovados, bem como às datas e horários das apresentações orais estarão disponíveis no site do evento.

Regras para elaboração de resumo e texto completo
  • Os textos devem estar em formato que permita editoração: doc, docx.
  • O resumo e o abstract (em inglês) devem ser redigidos em fonte Times New Roman, tamanho 12, com espaçamento entre linhas do tipo simples, contendo no máximo 300 palavras.
  • No resumo e abstract devem estar especificados: os objetivos do trabalho, a fundamentação teórico-metodológica, os resultados e as conclusões.
  • A folha de rosto deve conter:
    > III Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia - REPARQ 2013;
    > título do trabalho;
    > não colocar identificação do(s) autor(es) no texto.
  • O trabalho deve ter o formato A4, entre 15 e 20 laudas, inclusive folha de rosto e referências.
  • O tamanho das margens deve ser: superior 3,0cm; inferior 2,0cm; esquerda 3,0cm; direita 2,0cm.
  • O espaçamento entre linhas deve ser de 1,5, sem espaço entre parágrafos e com recuo de 1,25cm no início de cada parágrafo.
  • A fonte deve ser Times New Roman, tamanho 12.
  • As notas explicativas devem vir no rodapé da página onde são inseridas.
  • Os quadros, tabelas e figuras devem seguir as normas do IBGE.
  • A estrutura do texto, a numeração sequencial dos itens, as citações e referências devem seguir as normas da ABNT para trabalhos científicos.

Apresentação de trabalhos
  • O tempo de exposição será de 20 minutos.
  • A comunicação oral dará direito à publicação do trabalho nos anais da III Reparq.
  • Só um dos autores poderá efetuar a apresentação oral.
  • O certificado será emitido com o nome de todos os autores.
  • Somente será emitido certificado individual aos autores inscritos no evento.
  • A não apresentação do trabalho implica no cancelamento da emissão do certificado.
  • Projetores multimídia (datashow) e conexão com a internet estarão disponíveis no momento da apresentação.

Outras informações: http://www.reparq2013.ici.ufba.br/


III Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia




Adaptado de e-mail enviado por José Maria Jardim e de informações da página do evento

4 de nov. de 2012

Novos livros sobre Arquivologia

Recentemente foram lançados no Brasil dois livros que abordam assuntos relacionados ao ensino de Arquivologia:
  • Novas Dimensões da Pesquisa e do Ensino da Arquivologia no Brasil, organizado por Anna Carla Almeida Mariz, José Maria Jardim e Sérgio Conde de Albite Silva
  • Estudos Avançados em Arquivologia, organizado por Marta Lígia Pomim Valentim.
O livro Novas dimensões... é da Editora Móbile e parceria com a Associação dos Arquivistas do Estado do Rio de Janeiro. É produto das conferências e comunicações apresentadas na II Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia, realizada entre 16 a 18 de novembro de 2011, no Rio de Janeiro. Os textos foram organizados em três partes que somam vinte e oito capítulos. A estrutura do livro, com seus quarenta e três autores, reflete o amplo panorama do que está sendo produzido em arquivologia no Brasil. A primeira parte, intitulada “A pesquisa em arquivologia e a construção do campo arquivístico no Brasil”, é constituída por sete capítulos, sendo dois deles produzidos por professores de universidades espanholas e os outros cinco por autores nacionais. Na segunda parte do livro, “O ensino da arquivologia”, oito capítulos abordam diferentes aspectos do ensino da arquivologia no Brasil, produzidos por professores, pesquisadores e estudantes de pós -graduação. A terceira parte, denominada de “Os arquivos e a arquivologia como objeto de pesquisa”, é composta por treze capítulos que apresentam estudos e resultados de pesquisas que tiveram os arquivos e a arquivologia como objeto de investigação. No momento em que a UNIRIO inicia o mestrado profissional em gestão de documentos e arquivos, o primeiro na área de arquivologia no Brasil, a publicação deste livro adquire um caráter ainda mais especial. Afinal, a proposta da pós -graduação stricto sensu em arquivologia deriva da mesma esfera de inquietudes e perspectivas que levaram à Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia. Além da venda em eventos da área de Arquivologia e afins pela AAERJ, o livro será distribuído pela Editora Móbile para comercialização em livrarias de diversas cidades do país, especialmente aquelas onde se encontram cursos de Arquivologia.

Na opinião de Renato Sousa, o livro Estudos Avançados... "(...) é um passeio, ou melhor, um sobrevoo por questões que mexem com o coração das práticas arquivísticas. São tratados temas importantes para o que-fazer arquivístico: gestão de documentos,documentos imagéticos, avaliação, descrição, identificação e tipologia documental. Além disso, há textos que trabalham com a questão da pesquisa em arquivística, com a formação dos arquivistas e o diálogo fundamental entre as áreas que têm objetos de estudo com uma proximidade interessante. Percebe-se que os textos, apesar da diversidade de autores e de suas formações, têm uma linha em comum: buscam um aprofundamento científico no tratamento de suas temáticas. E é isso que tem feito à diferença dessa produção e é o que, acredito, impulsionará a área arquivística para outro patamar, permitindo, inclusive, a construção de novos paradigmas". A coletânea de textos que compõem o livro Estudos Avançados em Arquivologia apresenta quinze capítulos elaborados por dezesseis autores de instituições brasileiras, espanholas e portuguesas. O primeiro capítulo trata da gestão documental em ambientes empresariais; na sequência apresenta-se a avaliação de arquivos aplicando instrumentos de medição; o terceiro capítulo enfoca a fotografia como documento de arquivo; os paradigmas arquivísticos de investigação são tratados no quarto capítulo; a documentação imagética para a constituição da memória é enfocada no quinto capítulo; na sequência apresenta-se a grounded theory como método de investigação aplicado à Arquivologia; o sétimo capítulo apresenta uma reflexão sobre a pesquisa na área de Arquivologia destacando sua evolução; a importância da descrição arquivística para o posterior acesso e recuperação de documentos é destaque do oitavo capítulo; a formação do profissional arquivista no Brasil é tema do nono capítulo; na sequência a 'identificação' é apresentada como uma metodologia de pesquisa para o campo da Arquivologia; o décimo primeiro capítulo apresenta uma reflexão sobre o diálogo existente entre a Arquivologia, a Biblioteconomia, a Museologia e a Ciência da Informação; a tipologia documental como instrumento para a seriação de documentos é tema do décimo segundo capítulo; na sequência apresenta-se a mediação da informação no âmbito da Arquivologia; o décimo quarto capítulo apresenta uma reflexão sobre a aproximação conceitual da Arquivologia com a abordagem da gestão da informação e do conhecimento; o décimo quinto e último capítulo debate a relação entre a tipologia documental e o processo decisório. O livro está disponível em formato eletrônico (faça download aqui)  e físico (ver catálogo aqui).

6 de dez. de 2011

Decisões da II REPARQ


Deliberações, recomendações e moções

Entre os dias 16 a 18 de novembro de 2011, reuniram-se na II Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia (REPARQ), realizada Rio de Janeiro, docentes dos dezesseis cursos de graduação em Arquivologia do país, pesquisadores e demais profissionais do campo arquivístico, além de alunos de graduação e pós-graduação.

Realizada pela Escola da Arquivologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e Curso de Arquivologia da Universidade Federal Fluminense, a II Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia foi patrocinada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) do MCTI, Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do MEC, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e contou com os apoios da Fundação Casa de Rui Barbosa, Fundação Oswaldo Cruz, Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, Arquivo Nacional, Associação dos Arquivistas do Estado do Rio de Janeiro e Arquivistica.org.

Na Sessão de Encerramento da II Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia foram aprovadas as seguintes recomendações:
  • Instalação do Fórum Nacional de Ensino e Pesquisa em Arquivologia com o objetivo de assegurar a criação e instalação da entidade nacional de ensino e pesquisa em Arquivologia e desenvolver ações que favoreçam o desenvolvimento do ensino e da pesquisa na área. Cumprido o objetivo de criação da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia, o Fórum Nacional de Ensino e Pesquisa em Arquivologia será extinto;
  • O Fórum Nacional de Ensino e Pesquisa em Arquivologia, contará com a seguinte equipe de coordenação: Profa. Doutora, Angélica Marques(UNB), Prof. Dr. Daniel Flores (UFSM), Prof. Dr. José Maria Jardim (UNIRIO), Profa. Ms. Aurora Freixo (UFBA) e Dr. Paulo Elian dos Santos (COC-Fiocruz);
  • A periodicidade da Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia será bianual;
  • A III Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia ocorrerá ao final primeiro semestre de 2013 em Salvador, Bahia, promovida pelo Fórum Nacional de Ensino e Pesquisa em Arquivologia e o Curso de Arquivologia da Universidade Federal da Bahia;
  • As próximas Reuniões Brasileiras de Ensino e Pesquisa em Arquivologia deverão buscar os apoios das agências de fomento locais/regionais, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES);
  • As próximas Reuniões Brasileiras de Ensino e Pesquisa em Arquivologia deverão contemplar as reflexões sobre Ensino e Pesquisa na Arquivologia, a divulgação de pesquisas com temática arquivística e as reuniões de coordenadores de cursos de Arquivologia;
  • O Fórum Nacional de Ensino e Pesquisa em Arquivologia se reunirá em junho, no Rio de Janeiro, durante o XVII Congresso Brasileiro de Arquivologia, para discutir a proposta de documento-base para curso de pós-graduação stricto sensu em Arquivologia e a constituição da entidade nacional de ensino e pesquisa em Arquivologia, entres outros temas;
  • O Fórum Nacional de Ensino e Pesquisa em Arquivologia se reunirá em outubro, em Salvador, Bahia, durante o V Congresso Nacional de Arquivologia para dar continuidade aos debates da reunião a ocorrer em junho;
  • Instalação de três Grupos de Trabalho no âmbito do Fórum Nacional de Ensino e Pesquisa em Arquivologia para : a) Elaboração de documento-base para a CAPES sobre Mestrado Profissional em Arquivologia, b) Consolidação de documento-proposta para a criação Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia, c) Estudo sobre harmonização dos currículos de Arquivologia, conforme recomendação da I REPARQ;
  • Sugerir aos Cursos de Arquivologia e Departamentos de Ensino que atuem com vistas à ampliação da produção de teses, dissertações e outras pesquisas dos docentes de Arquivologia com temas arquivísticos de forma a ampliar a produção e difusão de conhecimento na área;
  • Estimular a participação de docentes e pesquisadores na lista de discussão criada na I Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia , bem como a divulgação de informações de interesse da área;
  • Defender, mediante a participação dos delegados docentes na I Conferência Nacional de Arquivos Públicos, a expansão quantitativa e qualitativa dos cursos de graduação e a criação da pós-graduação em Arquivologia com a inserção dessas duas propostas no documento final da Conferência;
  • Ampliar de 01 para 03 o número de representantes dos cursos de Arquivologia no Conselho Nacional de Arquivos, sendo que a escolha desses representadas deverá ser realizada pelo Fórum Nacional de Ensino e Pesquisa em Arquivologia e, bposteriormente, pela Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia, no âmbito das Reuniões Brasileiras de Ensino e Pesquisa em Arquivologia;
  • Publicação uma história da arquivologia brasileira, considerando as teses e dissertações que têm sido desenvolvidas sobre o tema por vários pesquisadores brasileiros. A obra seria submetida pelos respectivos autores a uma editora, acompanhada de uma carta de recomendação da comissão organizadora e da comissão científica da II REPARQ.
Moções:
  •  Os participantes da II Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia apoiam a iniciativa da UNIRIO de criar o Mestrado Profissional em Gestão de Documentos e Arquivos.
  • Os participantes da II Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia manifestam à Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do MEC a importância de criação de Mestrados em Arquivologia no país, nos termos do Plano Nacional de Pós-Graduação 2011-2020.
  • Os participantes da II Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia manifestam a expectativa de que o Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro seja contemplado com a ampliação de seus recursos humanos mediante concurso público bem como novas instalações físicas, condizentes com a sua missão institucional.
  • Os participantes parabenizam a Comissão Organizadora da II Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia.
Rio de Janeiro, 18 de novembro de 2011

11 de jul. de 2011

II Reunião de Ensino e Pesquisa em Arquivologia



A II Reunião de Ensino e Pesquisa em Arquivologia - REPARQ será realizada no Rio de Janeiro, *de 16 a 18 de novembro de 2011*, promovida pela UNIRIO e UFF com apoios do CNPq, COC-FIOCRUZ e Arquivo do Estado do Rio de Janeiro.

A submissão de trabalhos será até o dia 29 de julho. A programação preliminar e os procedimentos para a submissão de trabalhos estão disponíveis em http://reparq2011.blogspot.com/ .

Além dos colegas docentes, a ideia é acolhermos também pesquisas com temáticas arquivísticas desenvolvidas por profissionais da área que atuam em instituições e serviços arquivísticos.

Aos colegas das Universidades com Programas de Pós-Graduação nos quais são desenvolvidas pesquisas com temática arquivística, solicitamos que divulguem a REPARQ entre os discentes.

Não há nenhum impedimento caso a pesquisa tenha sido submetida a outro evento (Enancib, por exemplo), desde que não tenha sido apresentada em um encontro científico *anterior à data da submissão à REPARQ*.

Informação divulgada por José Maria Jardim

1 de jul. de 2011

II Reunião de Ensino e Pesquisa em Arquivologia



A II Reunião de Ensino e Pesquisa em Arquivologia - REPARQ será realizada no Rio de Janeiro, *de 16 a 18 de novembro de 2011*, promovida pela UNIRIO e UFF com apoios do CNPq, COC-FIOCRUZ e Arquivo do Estado do Rio de Janeiro.

A submissão de trabalhos será até o dia 29 de julho. A programação preliminar e os procedimentos para a submissão de trabalhos estão disponíveis em http://reparq2011.blogspot.com/ .

Além dos colegas docentes, a ideia é acolhermos também pesquisas com temáticas arquivísticas desenvolvidas por profissionais da área que atuam em instituições e serviços arquivísticos.

Aos colegas das Universidades com Programas de Pós-Graduação nos quais são desenvolvidas pesquisas com temática arquivística, solicitamos que divulguem a REPARQ entre os discentes.

Não há nenhum impedimento caso a pesquisa tenha sido submetida a outro evento (Enancib, por exemplo), desde que não tenha sido apresentada em um encontro científico *anterior à data da submissão à REPARQ*.

Informação divulgada por José Maria Jardim

17 de fev. de 2011

II Reparq já tem blog e cronograma


A II Reparq, que ocorrerá em novembro, no Rio de Janeiro já está com blog, cronograma e regras para submissão de trabalhos. Para acessar clique na imagem acima ou vá diretamente para http://reparq2011.blogspot.com/

EM TEMPO: reproduzimos mensagem da coordenação referente à prorrogação do prazo para submissão de trabalhos

25 de nov. de 2010

Grupo EPARQ - anotações de Anna Szlejcher e José Maria Jardim


Caros coleg@s,

Com muito prazer difundo “O diálogo, "puxado" pelo Jardim, está ficando muito interessante. Concordo com ele em vários pontos..." 
Cynthia Roncaglio

Intercambio de opiniones em grupoeparq com respeito: 
A institucionalização da Arquivologia como campo científico.

Expreso una vez más mi admiración y mi compromiso con la posición científica de mi querido colega y amigo José Maria con respecto a la autonomía de la Archivología y destaco la claridad conceptual con la cual expresa su perspectiva epistemológica. Coincido y celebro la utilización del término ARQUIVOLOGIA (en español ARCHIVOLOGÍA) en lugar de Archivística para denominar a nuestra Ciencia o Disciplina. 

“Sem perda das possibilidades de interlocução outros campos, não creio que o debate científico tenha que se organizar sob o manto epistemológico ou políticoinstitucional da Ciência da Informação, da História ou da Administração. A vocação para “ciência auxiliar” da História ou da Administração, ainda não completamente superada, seria agora substituída por uma Arquivologia auto-colonizada com recursos político-institucionais da Ciência da Informação? “
“Autonomia disciplinar nada tem a ver com insulamento até porque a Arquivologia é, desde o século XIX, marcadamente multidisciplinar e interdisciplinar.”
“..a Arquivologia estará fadada a uma condição periférica e de pouca visibilidade como campo científico, se a formação dos arquivistas não contar com a pós stricto sensu no próprio campo.”
“Supondo que a reversão dessa situação seja um projeto do campo arquivístico brasileiro, qual a pauta que se coloca? No mínimo, mais doutores no campo da Arquivologia. Isso significa mais profissionais pesquisando, difundindo conhecimento arquivístico e ocupando espaço nas estruturas de C & T.“Isso requer um trabalho árduo em termos de pesquisa e publicação, mas também político.”
José Maria Jardim

Um abraço,

Anna Szlejcher

*********

A continuación texto completo de José María Jardim.

Date: Fri, 19 Nov 2010 11:48:58 -0200
Subject: [grupoeparq] A institucionalização da Arquivologia como campo científico
From: jardimbr@gmail.com

Prezada Rosa e demais colegas,

Vivemos um momento especial para a Arquivologia no Brasil que sugere aos seus docentes e pesquisadores um esforço de institucionalização do campo como espaço científico. Ao meu ver, isso significa um investimento político e científico em mecanismos de institucionalização da Arquivologia mediante mecanismos tais como a Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia, a busca pela pósgraduação strictu sensu na área e uma Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia.

Sem perda das possibilidades de interlocução outros campos, não creio que o debate científico na Arquivologia tenha que se organizar sob o manto epistemológico ou político-institucional da Ciência da Informação, da História ou da Administração. A vocação para “ciência auxiliar” da História ou da Administração, ainda não completamente superada, seria agora substituída por uma Arquivologia autocolonizada com recursos político-institucionais da Ciência da Informação?

Como pesquisador e professor de Arquivologia, ensino, pesquiso e difundo trabalhos na Ciência da Informação, mas não apenas na Ciência da Informação. Tenho mestrado e doutorado em Ciência da Informação porque reconheço diálogos possíveis e ricos entre esse campo e a Arquivologia, mas não pratico ou ensino Arquivologia como campo de aplicação da Ciência da Informação. Entre as ricas possibilidades de interlocução coma a Ciência da Informação e a subordinação da Arquivologia como sub-campo da CI há, no entanto, uma longa distância. Penso que um GT de Arquivologia no Enancib, apesar da importância desse evento, tende a consolidar ainda mais a visão - e talvez o projeto - da Arquivologia como sub-campo da Ciência da Informação. Autonomia disciplinar nada tem a ver com insulamento até porque a Arquivologia é, desde o século XIX, marcadamente multidisciplinar e interdisciplinar.

A esse respeito, retomo algumas considerações que partilhei com colegas no III Congresso Nacional de Arquivologia em 2008. Em anexo, envio a minha comunicação a respeito na I Reunião de Ensino e Pesquisa em Arquivologia, realizada em junho deste ano, na Universidade de Brasília, cujos anais encontram-se em vias de publicação pelos colegas da Unb.

A perspectiva interdisciplinar da Arquivologia- para mim, muito clara - não é plenamente consolidada. Trata-se de uma vertente em construção que acolhe profissionais que dela partilham, tanto quanto é objeto de discordância de outros. Esse, aliás, é um dos embates do campo, expresso em três visões:
  • a visão da Arquivologia com um campo autônomo, com bases consolidadas e, de certa forma, ciência auxiliar da História
  • a visão da Arquivologia como uma disciplina que constitui uma sub-área da CI (uma visão que ganha espaço especialmente no Brasil, sem sequer maior veiculação internacional ou respaldo consistente na produção cientifica) 
  • a visão de Arquivologia com uma disciplina científica em permanente construção, dotada de autonomia, porém exercida (ou potencialmente) exercida em diversos aspectos mediante relações interdisciplinares com a História, a Administração, a Ciência da Informação, a Biblioteconomia, a Museologia, a Sociologia, etc. Essa é hoje a minha perspectiva.
Por que temos discutido tanto as relações interdisciplinares entre Arquivologia e Ciência da Informação no Brasil?
  1. A perspectiva interdisciplinar na produção de conhecimento é uma questão fortemente presente nas agendas de políticas de pesquisa, educação e inovação na contemporaneidade.
  2. A discussão da interdisciplinaridade da Arquivologia ganha proporções nos anos 90, num momento em que efetivamente o saber e o fazer arquivísticos se defrontam com novas possibilidades e desafios que impoem a interlocução com outras áreas. Um exemplo: os princípios da representação da informação, no cerne da C.I., são extremamente interessantes para refletirmos sobre a a descrição arquivística.
  3. Conforme o trabalho que desenvolvi inicialmente com a Profa. Odila Fonseca, posteriormente o livro da Profa. Odila e outros trabalhos da Profa. Georgete Medleg, essas interfaces que envolvem Arquivologia e CI ainda são muito tênues e escassas, nos dois campos.
  4. Por outro lado, cabe lembrar que muitas vezes a interdisciplinaridade é uma retórica sedutora que nem sempre se plasma em processos concretos envolvendo dois ou mais campos do conhecimento. O princípio da interdisciplinaridade é muito convidativo, mas o fazer interdisciplinar é extremamente complexo e sofisticado. No caso da Arquivologia e da CI, parece que falamos mais dessas possibilidades interdisciplinares do que efetivamente as praticamos. Efetivamente, essas relações ainda estão longe de serem “estreitas”.
Há indicadores que sugerem ser este debate muito freqüente no Brasil, especialmente no que se refere à interdisciplinaridade Arquivologia e CI. Nos países com maiores teores de produção de conhecimento em Arquivologia, esse não é um debate muito presente. Isso não legitima e nem desqualifica o debate que se trava aqui, evidentemente. No entanto, sabemos que em nenhum desses países os cientistas da informação, através de suas organizações, reivindicam a Arquivologia como sub-área da CI. E nem tampouco os pesquisadores e profissionais de Arquivologia o fazem em direção à Ciência da Informação. 

Ideias mais freqüentes, presentes no caso brasileiro
  1. A Arquivologia é uma modalidade pragmática ou universo de aplicação de área de conhecimento denominada da "Ciência da Informação".
    Essa perspectiva reduz a Arquivologia a um campo de ampliação da CI, passando ao largo dos elementos teóricos da Arquivologia. Ainda que dispositivos teóricos da CI possam (e devam!) ser aplicados num universo empírico arquivístico, isso não equivale necessariamente a uma relação de subordinação entre Arquivologia e CI. Aliás, a literatura das duas áreas não aponta nessa direção, embora essa retórica tenha bastante espaço.
  2. A Arquivologia, junto com a Biblioteconomia e a Museologia se constituem na base da Ciência da Informação.
    Ao menos em relação à Arquivologia, basta analisar a história da área e também da CI para verificar que essa afirmação é inconsistente.
  3. A discussão da autonomia da Arquivologia é incompatível com o imperativo da sua interdisciplinaridade.
    Autonomia e relações interdisciplinares não são categorias excludentes. Um campo de conhecimento pode manter relações interdisciplinares com diversas outras áreas sem que sua autonomia seja diluída. Autonomia não significa insulamento.
  4. As distinções entre Arquivologia e Biblioteconomia seriam artificiais, expressando a “síntese” de “ Sistemas (tecnológicos) da Informação”.
    Todos os recortes no campo científicos são artificiais. Não são resultados “naturais”, mas derivam de embates, convergências, divergências, interpretações e vários fatores históricos. Ainda assim, o reconhecimento de que as informações que são objeto da Arquivologia não são as mesmas que são objeto da Biblioteconomia e da CI, parecem fazer sentido. Isso não impede-nos de reconhecermos, em vários temas, zonas de convergência e uma agenda comum de interesses de investigação. Operar com essas possibilidades não significa reduzir as especificidades de um ou mais campos do conhecimento.
  5. A Biblioteconomia e a Arquivística mantêm estreitas relações, no Brasil, por serem ofertadas por Departamentos de Ciência da Informação. Claro que o convívio de profissionais desses campos num mesmo recorte institucional como um Departamento de Ensino pode propiciar um ambiente favorável a  relações entre as duas disciplinas, mas isso não é, por si só, um condicionante. O fundamental, porém, são as interlocuções na pesquisa, no ensino, no reconhecimento de singularidades e especificidades nos diálogos entre esses campos. 
  6. Há um número considerável de dissertações e teses produzidas nos programas de pós-graduação em Ciência da Informação, com temáticas voltadas ou pelo menos relacionadas à Arquivística.
    A ausência de um programa de Mestrado e Doutorado em Arquivologia levou, nos últimos 15 anos, a uma procura, por parte dos arquivistas, a programas de pós em CI. Essa demanda, em menor escala, também levou profissionais do campo arquivístico a pós-graduação em História, Administração, Educação, Engenharia de Produção etc. Em nenhum desses casos, essa procura derivou de sinais evidentes de uma perspectiva interdisciplinar na por parte desses programas. No caso da CI, só muito recentemente, ainda timidamente, alguns programas de pósgraduação incluem disciplinas sobre informação arquivística. Até hoje , salvo engano, não exista nenhum programa de pós em CI com uma linha de pesquisa voltada para a Arquivologia. 
Dada a inexistência de programas de pós stricto sensu em Arquivologia, a pesquisa em Arquivologia no Brasil gera estatísticas a favor de outros campos, especialmente a Ciência da Informação, área na qual tem sido produzida as maiores parte das teses e dissertações com temática arquivística. A Arquivologia, caso não se reverta essa tendência, perderá em institucionalização como campo científico. Esse processo reitera uma visão da Arquivologia como área da CI, perspectiva consolidada na tabela de áreas de conhecimento do CNPq. Isso significa atualmente que toda a demanda de apoio às agências públicas para o desenvolvimento científico da Arquivologia que envolva o Estado brasileiro passa necessariamente pela área de Ciência da Informação em cujos comitês a participação de pesquisadores e docentes de Arquivologia inexiste. Claro que esse processo resulta da própria fragilidade da Arquivologia como campo científico no Brasil, algo que começa a se modificar. O arranjo político e institucional que, em agências de apoio à pesquisa e em muitas universidades tende a se consolidar no Brasil, sugere a Arquivologia como subcampo da CI.

Perversamente, quanto mais a Arquivologia cresce academicamente no interior das instâncias institucionais da Ciência da Informação ou outras áreas, mais alimenta a CI e as demais áreas e torna invisível a Arquivologia no quadro das políticas públicas de C&T. Isso não significa evidentemente que, ao ampliarmos a oferta de pós stricto sensu em Arquivologia, nossos alunos sejam desestimulados a procurarem a pósgraduação na CI ou outros campos. A Arquivologia precisa, sim, de Mestres e Doutores em outras áreas porque é um campo interdisciplinar. No entanto, a Arquivologia estará fadada a uma condição periférica e de pouca visibilidade como campo científico, se a formação dos arquivistas não contar com a pós stricto sensu no próprio campo. Da mesma forma, se estimular uma cultura de pesquisa via outras instâncias político-acadêmicas sem criarmos e fortalecermos as nossas.

Supondo que a reversão dessa situação seja um projeto do campo arquivístico brasileiro, qual a pauta que se coloca? No mínimo, mais doutores no campo da Arquivologia. Isso significa mais profissionais pesquisando, difundindo conhecimento arquivístico e ocupando espaço nas estruturas de C & T. Isso requer um trabalho árduo em termos de pesquisa e publicação, mas também político. È mais do que necessário uma Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia, a pós-graduação stricto sensu área e as reuniões anuais de pesquisa. Estamos trabalhando para isso, especialmente após a Reunião de Brasília. Todo esse esforço poderá, inclusive, reforçar diálogos mais profícuos da Arquivologia com outros campos de conhecimento, inclusive a Ciência da Informação.

Um abraço,

José Maria


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Em 18 de novembro de 2010 15:41, Rosa Zuleide Lima da Silva Silva

Prezados colegas

Participo desde 2008 do ENANCIB acho de extrema importância esse reconhecimento e defendo o ENANCIB como um espaço para que as pesquisas em arquivologia sejam apresentadas e divulgadas, uma vez que a maioria dos cursos de graduação de arquivologia estão ligados aos departamentos de ciência da informação e os professores vinculados a pós graduação também em Ciência da Informação.

Penso que deveria ser criado um GT para arquivos. gestão e políticas de informação. Como ainda não conclui meu doutorado, não tenho cacife para propor isso no espaço da ANCIB. No entanto, sei que Isa Freire (atual presidente), é uma pessoa aberta as questões da arquivologia, até porque leciona no nosso curso de graduação e verá isso com bons olhos.

Penso que é um dos caminhos para que a área apareça e seja reconhecida institucionalmente.

Profa. Rosa Zuleide
DCI/UFPB

Reproduzido de anexo enviado por Anna Szlejcher